Cálculo mental e ingredientes: uma mistura que deu certo


Professora leva turma a um supermercado e mostra como é possível trabalhar o sistema monetário, gêneros textuais, interpretação e de quebra preparar uma bela receita

A aula dessa vez foi diferente, começou num supermercado. A turma comprou os ingredientes, verificou se o dinheiro daria para pagar, se teria troco e no final preparou um bolo para ver se realmente era bom. Para que tudo isso? Para reconhecer a relação da linguagem textual com conceitos matemáticos! A iniciativa foi da professora de Língua Portuguesa e Matemática, Lidiane Gomes, que desenvolveu o projeto com os alunos do Peja I na Escola Municipal Clóvis Beviláqua, localizada em Olaria.

A educadora ressalta a importância de trabalhar com atividades cotidianas para estimular os alunos do turno da noite. “Muitos chegam cansados depois de um dia de trabalho ou atarefados ajudando em casa. Precisamos despertar a vontade de ir para a escola e aprender. A criatividade tem que ser a aliada de nós professores. E nada mais comum na vida adulta do que a necessidade de irmos ao supermercado e realizarmos compras, nas quais trabalhamos situações de soma e subtração da forma mais comum e natural”, explica Lidiane.

Depois da compra dos ingredientes, os alunos participaram da parte prática, calculando quanto cada um ganhou e preparando a refeição. “Compartilhei uma receita passada pela minha nutricionista e, como precisava de poucos ingredientes, eles não acreditaram que daria certo. Aí tive que provar que sim!”, brinca a professora. A partir dessa “brincadeira”, ela aproveitou para trabalhar os gêneros textuais e a interpretação de diferentes gêneros discursivos.

Segundo Lidiane, a compreensão e análise dos ingredientes descritos, assim como as medidas expressas, fez com que pudessem compreender a importância da prática da leitura e a interpretação do que descreve o texto. “Eles aprenderam de maneira coletiva e perceberam que fugir da rotina também é uma prática diferenciada de aprendizagem”, afirma.

Os estudantes também analisaram o cupom fiscal do supermercado para entender os itens descritos, os valores dos produtos e se o troco estava correto. A educadora explica que trabalhar em atividades que envolvem contas torna a prática pedagógica contextualizada, e assim eles puderam compreender melhor a necessidade de realizar cálculos com recurso. “Porque envolve a necessidade de saber e conferir de maneira correta seu troco. Podemos até trabalhar com a aproximação de valores mentais, mas torna-se necessário também ao contexto de sala de aula analisar, interpretar e realizar cálculos de tais situações. O resultado foi extremamente satisfatório”, finaliza Lidiane.


Por Jéssica Almeida
Escola Municipal Clóvis Beviláqua
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Fotos cedidas pela professora

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