A Gigante das Corridas no dia do Atleta Olímpico


Hoje é dia do atleta olímpico. Em nossos dias, os amantes do esporte costumam aguardar ansiosamente a chegada dos jogos, na expectativa de ver desfilar e exibir seus talentos grandes nomes do esporte mundial, que naquele espaço de mais ou menos vinte dias enchem os nossos olhos de grandes performances, superação e recordes. Mas quem espera e prestigia a grande festa do esporte mundial talvez não imagine que muito do que nos atrai nas competições atuais está ligado às origens desse evento na Antiguidade. Vamos conhecer um pouco de como tudo começou na Grécia?

Os jogos olímpicos eram um dos quatro jogos pan-helênicos, isto é, reunia todos os cidadãos gregos, independentemente de seu lugar de origem e das muitas rivalidades entre as pessoas das várias cidades-estado. A data mais antiga conhecida de realização do evento é o ano de 776 a.C., e sabe-se que ele ocorreu sem interrupção até 393 d.C., quando o imperador Teodósio proibiu as competições alegando que se tratava de algo ligado ao paganismo, repudiado pelo cristianismo da época. Até a décima-terceira edição dos jogos a corrida foi o único esporte em disputa, só depois sendo acrescentadas as demais modalidades. Assim, não é exagero dizer que o atletismo é a mais pura expressão do esporte olímpico.

O nome Olimpíadas estava relacionado à cidade de Olímpia, na região do Peloponeso, onde tradicionalmente aconteciam as competições, de quatro em quatro anos, como se mantém até hoje. Um dos aspectos mais interessantes do evento era que, durante os cinco dias em que as disputas de davam, todas as guerras e conflitos bélicos ficavam proibidos, de forma que os próprios combatentes depunham as armas e acompanhavam os jogos ao lado dos próprios inimigos. Os jogos eram tão importantes para o povo grego, que era considerado o momento maior da nacionalidade, quando o sentimento máximo de pertencimento de todos os cidadãos ficava acima das muitas realidades locais ou regionais.

Mas falemos do atleta olímpico, que tal como nos dias de hoje desperta a atenção e a admiração de milhões de pessoas em todo o mundo nesses tempos de comunicação globalizada. Na Grécia eles também eram tidos como personalidades, endeusados pela sociedade e se tornavam referência cultural para os cidadãos. Aliás esse era o maior orgulho a que podiam aspirar, a glória e o reconhecimento de seus conterrâneos, já que as vitórias e títulos não eram recompensados em dinheiro ou qualquer outro benefício social.

O prêmio para os vitoriosos não passava da tradicional coroa de louros, um símbolo de honra, sem valor material. No máximo os vencedores recebiam algumas facilidades em suas cidades de origem, mas nada que alterasse substancialmente a posição social em que se encontrava antes. Vem daí o fato de os jogos atuais persistirem no enfoque no amadorismo (em oposição ao profissionalismo), só sendo permitida a participação de modalidades que ainda sejam oficialmente amadoras.

Os esportes já há muito profissionalizados, como o futebol e o tênis, participam com restrições de idade, tudo para que a competição preserve seu caráter de amor por valores “espirituais”, como a superação, o amor pela bandeira e a disputa baseada na ética e na honestidade. É dessa visão que nasce o que atualmente chamamos de “fair play”, uma vez que os atletas da Grécia antiga tinham que fazer um juramento diante do altar de Zeus – o deus dos deuses – se comprometendo a não cometer nenhum tipo de fraude e a respeitar as regras estabelecidas.

A Gigante das Corridas

Os jogos olímpicos deixaram vários legados positivos para os dias atuais. Um deles é a relação entre o esporte e a saúde e o bem-estar. Os atletas na Antiguidade, além de referências para a sociedade, eram vistos como símbolos de vida saudável e harmonia entre mente e corpo. Esse ideal é um dos mais importantes nos dias de hoje e esse foi certamente um dos motivos que levaram a Appai a investir nas corridas de rua como um meio de conferir aos associados e seus dependentes grandes benefícios em termos de saúde física e mental, socialização, diversão e bem-estar geral. É em função disso que a Appai, através desse benefício, busca viabilizar treinamentos de caminhadas e corridas ministrados por profissionais de Educação Física que fazem o assessoramento nos treinos.

O benefício Caminhadas e Corridas conta com a Equipe Appai, que proporciona a participação em eventos de atletismo de rua realizados no Rio de Janeiro, disponibilizando os respectivos kits e toda a estrutura material para a prática desse esporte democrático, que cada vez mais encanta e seduz as pessoas, fazendo da equipe de corredores da Appai a maior do mundo em número de participantes, justificando o nome Gigante das Corridas, que vemos cada vez mais pelas ruas do Rio de Janeiro – e até de outras partes do Brasil – estampado nas já famosas camisas amarelas da Associação de Professores.

Um capítulo à parte do investimento que a Appai tem feito na prática saudável das corridas de rua é a presença de Márcia Narloch, a supercampeã das pistas, como coordenadora técnica da Gigante das Corridas. A atleta é maratonista olímpica, medalhista de ouro no pan-americano de Santo Domingo e tricampeã da maratona de São Paulo, entre outras grandes façanhas pelas pistas do Brasil e do mundo. Com um cartão de vistas desses, não espanta que Márcia seja a grande inspiração para os associados e dependentes que participam das muitas provas que compõem o calendário anual da Appai e treinam sem parar nos mais de 20 polos de treinamento que a associação oferece em vários pontos do estado do Rio de Janeiro.

Fiel ao lado solidário e integrador do esporte desde a sua origem na antiga Grécia, a Appai ainda transformou o benefício, voltado inicialmente para o bem-estar e a saúde dos participantes, numa festa de solidariedade e ação social. Afinal, as latas de leite que os integrantes da Gigante das Corridas doam a pessoas em situação de vulnerabilidade social e a instituições que se ocupam desse segmento têm feito da maior equipe de corredores do mundo também a maior doadora de leite do Brasil. São quase 50 mil latas desse precioso produto arrecadadas nos eventos da Appai e distribuídas a quem muito necessita desse apoio.

Enfim, nesse dia feito para relembrar os recordes e superações de grandes atletas que entraram para a história do esporte, não há como também não lembrar dos muitos benefícios que ele traz, não só para a saúde física e o bem-estar, como também para a integração e a solidariedade social. Esse dia principalmente é também dos corredores anônimos, aqueles que praticam as provas pelo prazer de participar e celebrar o espírito esportivo. Você que treina duro, às vezes fazendo grandes esforços, acordando cedo, enfrentando o calor, a chuva, o frio, mas que está lá, firme e forte, envergando a camisa da Gigante das Corridas! Esse dia também é seu!

E aos associados que ainda não entraram nessa onda, sempre é tempo. Nunca é tarde para cuidar do corpo, fazer amigos e melhorar a autoestima. Busque um polo de treinamento perto de sua casa ou local de trabalho e venha para as pistas, colorir as ruas do Grande Rio de alegria, saúde e solidariedade.

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Por Sandro Gomes | Professor, escritor, mestre em literatura brasileira e revisor da Revista Appai Educar.


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