Cabelos mágicos: uma aventura de cores e sorrisos!

Conheça o projeto escolar "Cabelo maluco" e veja como ele inspirou e engajou alunos da comunidade de uma forma nova e criativa


Como homenagem ao mês das crianças, algumas escolas municipais de ensino entraram na onda criativa que teve início na internet e viralizou na rede, com a brincadeira do “Cabelo Maluco”. Isso mesmo! Duas escolas cariocas, as municipais Virgílio Várzea, na região da Freguesia, Zona Oeste do Rio, e a Doutor Rubens Falcão, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, mostraram que, quando o assunto é criatividade, alunos, pais e professores dão aula no quesito inovação.

Tomados pelo clima do brincar, como parte do desenvolvimento cognitivo dos pequenos, a direção, juntamente com a equipe, se mobilizou para proporcionar o dia do “cabelo maluco” entre as crianças. Talvez o que os professores não tivessem noção é o quanto os pais também comprariam a ideia e embarcariam nessa brincadeira inclusiva e divertida, que ultrapassou os muros escolares.

Cabelo Maluco: uma explosão de cores

Na escola municipal Virgílio Várzea, na região da Freguesia, Zona Oeste do Rio, a garotada esbanjou criatividade e sorrisos. Segundo a diretora Milene Stanislovatis, é através desse tipo de atividade que as crianças apreendem o mundo na escola. “Aqui o brincar está presente nas tarefas propostas e nos diferentes momentos de aprendizagem

construídos junto aos pequenos”, destaca Milene enfatizando que a brincadeira na escola tem intencionalidade, tem função e tem um motivo. Motivo sério!

“Porque brincar é coisa muito séria!”, frisa Milene, ressaltando que o lúdico consiste num poderoso canal de aprendizagem, e é através da brincadeira que as crianças apreendem o mundo. “E por aqui a nossa equipe valoriza esses momentos, possibilitando que nossas crianças aprendam com alegria”, pontua a diretora.

 

Alegria e criatividade nas escolas!

 

 

Segundo a diretora Flávia, a proposta do cabelo maluco surgiu entre os membros da equipe pedagógica que assistiram na mídia a atividade na internet e daí foi um pulo a ideia de articular o encanto da brincadeira com o interesse das crianças, e com as propostas de aprendizagem e total apoio e participação das famílias. As professoras Madeleine, Valéria, Aline, Neide, Palmira, Renata, Vanessa, Sandra e Jackline também afirmam que o dia do cabelo maluco foi abraçado pela comunidade. “Os pais quiseram participar, as crianças ficaram orgulhosas e nós ficamos maravilhados com a criatividade das famílias e, sobretudo, por mais uma oportunidade para estreitar os vínculos junto a nossa comunidade a partir da abertura para a participação”, comemoram as docentes.

“O cabelo maluco, para além das maluquices do gel e das cores, traz em si um uma potência, que se traduz pela parceria entre a escola e sua comunidade, e é mágico poder fazer parte desse projeto que engajou a todos, fruto de um processo de conquista e consolidação dos laços com a comunidade do entorno”, constata Milene.

Neste projeto especificamente destacamos as docentes das turmas regulares, a professora de Educação Física Valéria, a coordenadora Gizelia e as diretoras Milene e Flavia que abraçaram mais um projeto. “Aliás a escola funciona sempre como um todo! Todos juntos por eles e para eles!”, garante Valéria.

 

Inclusão de felicidade e sorrisos

 

 

De acordo com a equipe de docentes, a inovação é um dos pilares não só da aprendizagem, mas também da inclusão. Sendo assim, para a comunidade escolar da Várzea, algumas questões precisam ser destacadas dentro desse projeto, entre elas a alteridade e a inclusão que permearam toda a atividade. Até mesmo porque fazer um cabelo maluco pode parecer uma atividade simples, onde poucas habilidades são construídas. “Entretanto, na medida em que as crianças puderam criar o seu penteado diferente e se destacaram por este feito entre os outros colegas, foi possível experimentar e valorizar sua individualidade, destaca a diretora Milene.

 

 

Para a coordenadora Gizelia, entender que somos seres únicos, diferentes nas nossas características, com cores e gostos diferentes que precisam ser valorizadas, e poder afirmar essa realidade consiste em um importante exercício. “Achar o diferente bonito, ver a beleza no incomum… Afinal, ser diferente é normal!”, afirma Gizelia.


Por Antônia Figueiredo

Escola Municipal Virgilio Varzea
Rua José Silva, 155 – Pechincha – Rio de Janeiro/RJ
Diretora: Milene Stanislovatis
Mídias sociais: @e.m.virgiliovarzea


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