Filmes para inspirar práticas pedagógicas
Histórias que vão além da tela e se tornam aliadas no processo de ensino e aprendizagem. Descubra as indicações do mês!

Foto por FG Trade via Gettyimages #1345487755
Com novas indicações de filmes, a editoria Conexão Educar de novembro convida educadores a explorarem o potencial do streaming como ferramenta pedagógica. Em um universo cada vez mais diverso de produções audiovisuais, escolher conteúdos com intencionalidade é essencial para potencializar o aprendizado. Mais do que entretenimento, os filmes podem estimular reflexões, conectar saberes e ampliar o repertório cultural dos estudantes. Com mediação adequada, cada história se transforma em ponto de partida para debates, investigações e construções coletivas de conhecimento. Confira as sugestões do mês e leve novas possibilidades para sua prática pedagógica!
Que horas ela volta?: o longa acompanha Val, empregada doméstica na casa de uma família de classe média em São Paulo. Quando sua filha vem do Nordeste para prestar vestibular, as regras silenciosas da casa passam a ser questionadas. O conteúdo pode ser trabalhado como desigualdade social e propõe debates sobre preconceito, relações de classe e direitos trabalhistas.
A hora da estrela: Macabéa, uma migrante nordestina semianalfabeta, trabalha como datilógrafa em São Paulo. Certo dia, conhece o metalúrgico Olímpico e os dois iniciam um desajeitado namoro. Inspirado no romance de Clarice Lispector, um dos mais lembrados e elogiados da escritora. O conteúdo pode ser trabalhado em Língua Portuguesa, Literatura, Geografia, História, Sociologia, Filosofia, Artes e projetos interdisciplinares.
Ainda estou aqui: o filme reconstrói a história real de Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, deputado cassado, preso e morto pela ditadura militar em 1971. A narrativa acompanha sua luta silenciosa por justiça, ao mesmo tempo em que cria sozinha os cinco filhos, entre eles Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que inspirou o longa. O conteúdo pode ser trabalhado em História e Sociologia, e o filme também oferece referências para discussões sobre direitos humanos.
Central do Brasil: Dora, uma ex-professora, ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Cética e distante, ela vê sua rotina mudar ao conhecer Josué, um menino que acaba de perder a mãe, e acaba embarcando com o garoto em uma viagem pelo sertão nordestino em busca do pai que ele nunca conheceu. Um clássico do cinema nacional, pode ser trabalhado como desigualdade social, vínculos afetivos e pertencimento.
Meu pé de laranja lima: Zezé é um garoto de oito anos e de bom coração, que tem o costume de ter longas conversas com um pé de laranja-lima que fica no quintal de sua casa. Até que um dia conhece um senhor que passa a ajudá-lo e logo se torna seu melhor amigo. O livro é inspirado em um dos romances infantojuvenis mais conhecidos da nossa literatura, escrito por José Mauro de Vasconcelos. O conteúdo pode ser trabalhado em língua portuguesa, geografia, história, artes e de forma interdisciplinar.
Importante: as indicações são voltadas para turmas dos ensinos Fundamental II e Médio. Não deixe de observar a classificação indicativa de cada produção.
Ouça também o podcast “O poder do cinema na educação”
Neste episódio, além de sugestões de filmes, especialistas contextualizam e evidenciam por que o audiovisual é uma ferramenta tão poderosa para o aprendizado. Aperte o play e seja uma inspiração em suas aulas!
Para ouvir em outras plataformas de streaming, acesse aqui.
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Fonte: Paulo Rogerio Rodrigues é coordenador-pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick. Profissional com larga trajetória na educação básica com foco na gestão pedagógica e educacional desde a Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental II, com MBA em Gestão Escolar e especialização em Educação Antirracista, Bilinguismo e Neuropsicologia.












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