Síria: um território minado


Entenda o conflito, a situação dos refugiados e os impactos da guerra no cenário mundial que, além da maior tragédia humanitária dos últimos tempos, ainda deixou mais de 2 milhões de crianças fora da sala de aula

Você já deve ter ouvido falar sobre a Guerra na Síria, Estado Islâmico, Isis, o ataque químico que motivou a reação dos EUA. Mas sabe o que significam, de onde surgiram, qual a ligação entre eles e, principalmente, como tudo isso afeta o mundo? Entenda a origem desse conflito que já causou aproximadamente 400 mil mortes no Oriente Médio, provocando uma emigração de mais de 5,5 milhões de pessoas do país – segundo a ONU, a maior da história recente –, acarretando na evasão escolar de milhares de crianças sírias. Sem uma data prevista para o fim dessa tragédia humanitária, a Revista Appai Educar explica o que você precisa entender sobre essa guerra.

Qual era a situação na Síria antes da guerra e o que levou ao conflito?

Antes do início dos combates, muitos sírios se queixavam de um alto nível de desemprego, corrupção em larga escala, falta de liberdade política e repressão pelo governo Bashar al-Assad – que havia sucedido seu pai, Hafez, em 2000. Em março de 2011, adolescentes que haviam pintado mensagens revolucionárias no muro de uma escola na cidade de Deraa, no sul do país, foram presos e torturados pelas forças de segurança. O fato provocou protestos por mais liberdades no país, inspirados na Primavera Árabe. Quando as forças de segurança sírias abriram fogo contra os ativistas – matando vários deles –, as tensões se elevaram e mais pessoas foram às ruas, pedindo a saída de Assad. A resposta do governo foi sufocar as divergências, o que reforçou a determinação dos manifestantes. No fim de julho do mesmo ano, milhares saíram às ruas novamente, exigindo a saída do presidente.

Primavera Árabe

Essa expressão faz referência a uma série de protestos que ainda ocorrem no chamado “mundo árabe”, compreendendo basicamente os países que compartilham a língua árabe e a religião islâmica, apesar de etnicamente diversos.

Como começou a guerra civil?

À medida que os levantes da oposição aumentavam, a resposta violenta do regime se intensificava. Simpatizantes do grupo antigoverno começaram a pegar em armas – primeiro para se defender e depois para expulsar as forças de segurança de suas regiões. Assad prometeu “esmagar” o que chamou de “terrorismo apoiado por estrangeiros” e restaurar o controle do Estado. A violência rapidamente aumentou no país: grupos rebeldes se reuniram em centenas de brigadas para combater as forças oficiais e retomar o controle das cidades e vilarejos. Em 2012, os enfrentamentos chegaram à capital, Damasco, e à segunda cidade do país, Aleppo. O conflito já havia, então, se transformado em mais que uma batalha entre aqueles que apoiavam Assad e os que se opunham a ele. Isto arrastou as potências regionais e internacionais para o conflito, conferindo-lhe outra dimensão. Em junho de 2013, as Nações Unidas informaram que o saldo de mortos já chegava a 90 mil pessoas.

Quem está lutando contra quem?

A rebelião armada da oposição evoluiu significativamente desde suas origens. O número de membros da oposição moderada secular foi superado pelo de radicais e jihadistas – partidários da “guerra santa” islâmica. Entre eles estão o autointitulado Estado Islâmico e a Frente Nusra, afiliada à al-Qaeda. Os combatentes do Isis criaram uma “guerra dentro da guerra”, enfrentando tanto os rebeldes da oposição moderada síria quanto os jihadistas. Também combatem o exército curdo, um dos grupos que os Estados Unidos estão apoiando no norte da Síria. Desde 2014, os norte-americanos, junto com o Reino Unido e a França, realizam bombardeios aéreos no país, mas procuram evitar atacar as forças do governo sírio. Já a Rússia lançou em 2015 uma campanha aérea com o fim de “estabilizar” o governo após uma série de derrotas para a oposição. A intervenção russa possibilitou vitórias significativas das forças sírias. A maior delas foi a retomada da cidade de Aleppo, um dos principais redutos dos grupos de oposição, em dezembro de 2016.

Guerra Santa
Recurso extremista que as grandes religiões monoteístas (crença em um único deus) têm usado para proteger o que consideram ameaça a sua doutrina religiosa e a seus lugares sagrados.
Isis
Sigla de Islamic State in Iraq and Syria, que em português quer dizer Estado Islâmico do Iraque e da Síria.
Estado Islâmico: de onde veio e aonde quer chegar?

Para entender melhor sobre o assunto, conversamos com o professor e jurista Luiz Flávio Gomes, que também é fundador da Rede de Ensino LFG e Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil.

O que é?

Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS) é uma organização jihadista do Oriente Médio, que teve um governo proclamado em 29 de junho de 2014, tendo Abu Bakr al-Baghdadi como califa (chefe, sucessor de Maomé). Desde a data citada o grupo passou a se chamar Estado Islâmico. Seu califado está localizado, hoje, em Raqqa, na Síria.

Características do Estado Islâmico

Tornou-se notório por sua brutalidade, incluindo assassinatos em massa, sequestros e decapitações. Famoso por divulgar vídeos com essas atrocidades contra jornalistas e ativistas, criou pânico nos países por onde já passou e por ações orquestradas mundo a fora, especialmente na França, tomando para si as responsabilidades dos ataques ao jornal Charlie Hebdo e o mais recente, que vitimou mais de 130 pessoas em uma série de atentados à capital francesa em 13/11/15. Na Síria, território mais recente conquistado, está localizada boa parte de seu “exército”. O grupo atraiu apoio em outras partes do mundo muçulmano – e também de pessoas que se converteram ao islamismo apenas para combater com o Isis. A França é o país com maior número de combatentes fora do Oriente Médio.

Muçulmano
Muitas pessoas confundem os termos “árabe” e “muçulmano”, como se fossem sinônimos. No entanto, árabe é a designação dada à etnia, enquanto muçulmano é todo indivíduo que se converte e segue a doutrina do Islamismo.
Qual seu objetivo?

Desde 2004, a principal meta do grupo é a fundação de um Estado islâmico, destinado a afirmar a autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo e aspirando tomar o controle de muitas outras regiões de maioria islâmica, a começar pelo território da região do Levante, que inclui Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia. O objetivo original do Isis era estabelecer um califado nas regiões de maioria sunita do Iraque, mas, após o seu envolvimento na guerra civil da Síria, este objetivo se expandiu para incluir o controle de áreas de maioria sunita desse país.

Como surgiu?

O grupo, em seu formato original, era composto e apoiado por várias organizações terroristas sunitas insurgentes, incluindo suas organizações antecessoras, como a Al-Qaeda no Iraque – que tinha como principal colaborador Osama bin Laden – (2003-2006), o Conselho Shura Mujahideen (2006-2006) e o Estado Islâmico do Iraque (2006-2013). O Estado Islâmico cresceu significativamente devido à sua participação na guerra civil Síria e ao seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. Denúncias de discriminação econômica e política contra árabes sunitas iraquianos desde a queda do regime secular de Saddam Hussein também ajudaram a dar impulso ao grupo. No auge da Guerra do Iraque, seus antecessores tinham uma presença relevante nas províncias iraquianas de Al Anbar, Ninawa, Kirkuk, maior parte de Salah-ad-Din e regiões de Babil, Diyala e Bagdá, além de terem declarado Baquba como sua capital. No decorrer da guerra civil síria, o EIIL teve uma grande presença nas províncias de Ar-Raqqah, Idlib e Aleppo.

Qual o propósito?

O Estado Islâmico pressiona as pessoas que vivem nas áreas que controla a se converterem ao islamismo, além de viverem de acordo com a interpretação sunita da religião e sob a Sharia (o código de leis islâmico). Aqueles que se recusam podem sofrer torturas e mutilações, ou serem condenados a pena de morte. O grupo é particularmente violento contra muçulmanos xiitas, assírios, cristãos armênios, yazidis, drusos, shabaks e mandeanos. Depois de o Estado islâmico autoproclamar a captura de cidades no Iraque, divulgou orientações sobre como os civis dominados devem usar roupas e véus. Também alertou as mulheres na cidade de Mossul para usarem o véu de rosto inteiro ou sofreriam punições severas. Elas também não podem sair de casa e seus corpos são considerados propriedade do Isis. Houve um aumento gigante nos casos de estupro e abusos contra mulheres a partir desse momento.

Sharia
É um conjunto de leis islâmicas, baseadas no Alcorão, responsáveis por ditar as regras de comportamento dos muçulmanos.
 Quais os desdobramentos?

Desde que ganhou notoriedade com as divulgações dos vídeos em que mostram a decapitação de muitos jornalistas e ativistas do mundo todo, o Estado Islâmico passou a assumir a autoria de muito atentados mundo a fora, entre eles dois na França, um avião abatido no Egito, ações em Beirute, no Líbano, Quênia, dentre outros.

Cristãos

Os cristãos que vivem em áreas sob controle do Estado Islâmico que queiram permanecer no território do califado têm apenas duas opções: se converter ao islamismo ou pagar um imposto religioso (o jizya).

Por que o principal alvo tem sido a França?

A França tem a maior população muçulmana na Europa, sendo mais de 6 milhões de indivíduos com essa origem. Historicamente, é uma das sociedades mais divididas no continente. A integração de muçulmanos no resto da sociedade francesa sempre foi uma questão delicada no país, já que grande parte deles sempre viveu em subúrbios pertencendo à camada mais pobre da população e sendo também fortemente discriminada.

Além disso, há um aparente questionamento de gerações mais novas de famílias de imigrantes, supostamente descontentes quanto ao estilo de vida mais liberal do Ocidente, à tolerância e diversidade religiosa e à liberdade de expressão. A polêmica deliberação da França de proibir o uso do véu islâmico de corpo inteiro por mulheres, por exemplo, foi interpretada por alguns muçulmanos como uma decisão contra o islamismo.

A França tem sido a maior fonte, na Europa, de combatentes estrangeiros que se juntam a grupos radicais no Oriente Médio. Relatório do Centro Internacional para o Estudo de Radicalização e Violência Política do King’s College, de Londres, apontou que das cerca de quatro mil pessoas que deixaram a Europa Ocidental para se juntar a grupos extremistas como o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, aproximadamente 1,2 mil saíram da França. E muitos deles retornaram. A França fica atrás apenas de Arábia Saudita, Tunísia, Jordânia, Marrocos e Rússia como maiores emissores de combatentes para estes grupos, segundo o relatório.

Na França, dois locais se destacam no que tange ao recrutamento e à radicalização. Os subúrbios de Paris e arredores têm sido durante anos um local onde muitos jovens muçulmanos acabam sendo requisitados, descontentes com o desemprego e a ausência de liberdade pública. Outro lugar fácil para radicalização são as prisões francesas: estima-se que 60% dos 70 mil detentos no país tenham origem muçulmana, e grupos extremistas estariam se aproveitando disso para amealhar colaboradores.

Além disso, a França participa da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos, que tem conduzido ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, e é um dos países mais ativos nessas ofensivas contra o grupo. O país realizou também uma intervenção contra extremistas islâmicos no Mali, em 2013. Na França também aconteceu uma das revoluções que estruturaram o capitalismo ocidental (em 1789), com valores (liberdade de crença e de expressão de pensamento) que conflitam os professados pelo Estado Islâmico.

Como o grupo tem recrutado seu exército mundo a fora?

Apesar de o grupo terrorista ser fundamentalmente formado por cidadãos de origem islâmica, tem conquistado sucesso ao recrutar pessoas de diversas procedências, convertendo-as ao Islamismo. Com uma base recrutadora bastante forte fora do Oriente Médio, o Estado Islâmico consegue acesso às escolas, universidades, além de jovens pobres, originários da camada menos favorecida da população e com problemas com a justiça. Seu principal meio de recrutamento é através das redes sociais.

* Texto publicado no site luizflaviogomes.com. Colaboração: Flávia Mestriner Botelho, socióloga e pesquisadora do Instituto Avante Brasil.


O ataque químico que motivou a reação dos EUA

De acordo com o grupo britânico de monitoramento do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, 86 pessoas – 27 delas crianças – foram mortas no incidente químico em Khan Sheikhoun, na província de Idlib. Tanto a Organização Mundial da Saúde quanto a instituição de caridade médica, os Médicos Sem Fronteiras, disseram que algumas das vítimas apresentavam sintomas consistentes de exposição a agentes que afetam o sistema nervoso. O ministro da Justiça da Turquia, Bekir Bozdag, disse que as necrópsias realizadas nos corpos de três vítimas confirmaram que armas químicas foram usadas e que as forças de Assad foram as responsáveis pelo ataque. Trinta e duas pessoas foram levadas para a Turquia para tratamento – três delas morreram.

Assad já usou armas químicas antes?

O governo sírio foi acusado por potências ocidentais de disparar foguetes de gás sarin (composto químico que age no sistema nervoso) em Ghouta, Damasco, matando centenas de pessoas em agosto de 2013. Assad negou a acusação e culpou os rebeldes, mas concordou em destruir o arsenal químico da Síria. Apesar disso, a Organização pela Proibição de Armas Químicas continuou a reportar o uso de produtos químicos tóxicos em ataques no país.

Mas, afinal, por que a guerra está durando tanto?

Um fator chave é a intervenção de potências regionais e internacionais. Seu apoio militar, financeiro e político tanto para o governo quanto para a oposição tem contribuído diretamente para a continuidade e intensificação dos enfrentamentos, e transformado a Síria em campo para uma guerra indireta. A intervenção externa também é responsabilizada por fomentar o sectarismo no que costumava ser um Estado até então secular (imparcial em relação às questões religiosas). As divisões entre a maioria sunita e a minoria alauita no poder alimentou atrocidades de ambas as partes, não apenas causando a perda de vidas, mas a destruição de comunidades, afastando a esperança de uma solução pacífica. A escalada de terror causada por grupos jihadistas como o Estado Islâmico – que aproveitou a fragilidade do país para tomar o controle de vastas partes de território no norte e leste – acrescentou outra dimensão ao conflito.

Alauita
Grupo étnico-religioso do Médio Oriente, proeminente na Síria, que constitui cerca de 10% da população e onde dominam as estruturas políticas.
Qual é o envolvimento das potências internacionais?

Na era Obama, os Estados Unidos culpavam Assad pela maior parte das atrocidades cometidas no conflito e exigiam que ele deixasse o poder como pré-condição para a paz. Trump, por sua vez, dizia que derrubar o presidente sírio não era uma prioridade, mas sim derrotar o Estado Islâmico, e que Assad era um aliado nessa batalha. Após o ataque químico ocorrido, seu discurso mudou. Já a Rússia apoia a permanência de Assad no poder, o que é crucial para defender os interesses de Moscou no país. O Irã, de maioria xiita, é o aliado mais próximo de Bashar al-Assad. A Síria é o principal ponto de trânsito de armamentos que Teerã envia para o movimento Hezbollah no Líbano – a milícia também cedeu milhares de combatentes para apoiar as forças sírias. Estima-se que os iranianos já tenham desembolsado bilhões de dólares para fortalecer as forças sírias, provendo assessores militares, armas, crédito e petróleo. Contrapondo-se à influência do Irã, a Arábia Saudita, principal rival de Teerã na região, tem enviado importante ajuda militar para os rebeldes, inclusive para grupos radicais. Outro aliado importante dos rebeldes sírios, a Turquia tem buscado limitar o apoio dos EUA às forças curdas, que acusam de apoiar rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão. Os rebeldes da oposição síria têm ainda atraído apoio em várias medidas de outras potências regionais, como Catar e Jordânia.

Como ficam as crianças sírias?

Mais de 9 milhões de crianças podem ficar sem ajuda humanitária na Síria e em países vizinhos devido a possíveis cortes nos programas apoiados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Com a escassez de recursos, atividades vitais como fornecimento de água potável, acesso a saúde e educação correm risco de serem suspensas. Segundo a coordenadora do Unicef na Síria, Amam Geneviève Boutin, se o organismo não conseguir tais valores também será preciso cortar a ajuda em dinheiro dada a 500 mil meninos e meninas para irem à escola em vez de trabalhar. “Temos que pensar que não estamos ajudando os sírios só agora. Estamos pensando no futuro deles. Precisamos evitar de todas as formas que esse número aumente”, disse a coordenadora. Ainda de acordo com Amam, manter meninos e meninas na escola não evita apenas que eles deixem de estar na rua trabalhando, mas também previne a exposição a outros perigos, como o abuso sexual, além de reduzir as ocorrências de casamentos precoces.

Mais de 2 milhões de crianças fora da sala de aula

A crise na educação é alarmante. O relatório “No Place For Children” (“Não há Lugar para Crianças”) fez um balanço referente aos cinco anos de conflito. Segundo o relatório, mais de 80 por cento da população infantil do país (8,4 milhões de crianças) foi afetada pela crise, dentro ou fora da Síria. E 151 mil bebês já nasceram como refugiados nestes últimos cinco anos. O diretor regional da UNICEF para o Médio Oriente e Norte de África, Peter Salama, ressalta que a violência tornou-se uma coisa comum nas residências, escolas, hospitais, clínicas, praças e locais onde são realizados cultos na Síria. “Um dos maiores desafios no país, além da fome, é a educação, pois a frequência das escolas atingiu o nível mais baixo da história”, afirma. Neste momento, estima-se que mais de 2 milhões de crianças dentro da Síria e 700 mil nos países vizinhos estão fora das salas de aula.

O relatório da UNICEF dá conta de 1,5 mil violações graves praticadas contra crianças, incluindo mais de 60 casos de morte e mutilação resultantes do uso de explosivos em zonas de habitação. Destas crianças, mais de um terço foram mortas na escola ou a caminho da escola. De acordo com o diretor executivo da UNICEF, Anthony Lake, qualquer criança que tenha nascido nos últimos cinco anos nunca conhecerá a Síria de que os pais se lembram. Bombas transformaram as salas de aula, os centros de saúde e os parques em escombros. As ruas onde as crianças deveriam poder brincar estão bloqueadas por postos de controlo ou estão cheias de explosivos. Milhares de escolas e de hospitais fecharam. Em 2015, houve pelo menos 40 ataques a escolas. Mais de 6.000 escolas no país já não podem ser utilizadas.


Sugestões de livros sobre o assunto


VOCÊ SABIA?

☞ + de 22 milhões fugiram de seu país de origem e não podem voltar por causa de guerras e perseguições. Já é considerado o maior da história.

☞ Metade desse número são de crianças

☞ + de 5,5 milhões somente da Síria, um quarto do total mundial

☞ 65,6 milhões foram obrigados a se deslocar

☞ A cada 3 segundos uma pessoa é forçada a sair de casa por causa de conflitos na sua cidade de origem


Rede Globo prepara novela das seis sobre os refugiados da Síria

De acordo com a assessoria de comunicação da Rede Globo, a faixa do horário das 18 horas será ocupada por uma novela que vai retratar a vida de um grupo de refugiados sírios que chega a São Paulo fugindo da guerra. Com o título provisório de “A Travessia”, a trama tem estreia prevista para 2018 e será assinada por Duca Rachid e Thelma Guedes, responsáveis por sucessos como “O Profeta”, “Cordel Encantado” e “Joia Rara”, que ganhou em 2014 o Prêmio Emmy Internacional (considerado o Oscar da televisão mundial) na categoria de melhor telenovela.


Matéria escrita por: Jéssica Almeida e Richard Günter


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