Reflexão na telona


Indicações do cinema nacional podem ajudar a abrir novos horizontes entre os mais jovens

 

Ser aceito pelo grupo, lidar com as modificações no próprio corpo, aceitar as diferenças, descobrir e explorar a sexualidade. Enfim, encarar as dores e as delícias de crescer. Esses são temas praticamente universais para qualquer adolescente.

Nessa matéria, temos indicações do cinema nacional para você propor à sua turma uma reflexão sobre a juventude, observando atentamente as questões comuns a esta fase da vida. Um período em que se encontram transformações de ordem fisiológica e sociológica, colocando-nos de cara com novas responsabilidades e formas de se relacionar com o mundo.

 

Cidade de Deus | O dia a dia da Cidade de Deus é registrado pelas lentes de Buscapé, um jovem que, assim como os demais daquele lugar, cresce em um cenário de violência. Ele faz de seu talento uma maneira de mudar sua realidade e não seguir o caminho da maioria, que acaba por se envolver no tráfico e nas disputas decorrentes. O filme traz algumas problemáticas que recaem sobre a juventude, no caso pelas diferenças sociais, mas também mostra o quanto uma conduta autônoma é capaz de modificar uma história, aparentemente, já conhecida.

 

Hoje eu quero voltar sozinho | A vida de Leonardo, um jovem com deficiência visual, é o pano de fundo desta história, que acompanha a sua trajetória na busca por uma vida mais autônoma no que diz respeito à socialização e ao seu percurso escolar. A questão, ainda cheia de desafios, é colocada ao lado de outra tão importante para a juventude, a sexualidade. Com o passar do tempo, o garoto se vê atraído por Gabriel, um aluno recém-chegado à cidade e à escola.

 

Meninas | O documentário aborda o tema da gravidez na adolescência acompanhando a realidade de quatro meninas que moram em áreas populares do Rio de Janeiro. A partir de relatos, ficam evidentes as mudanças e até impasses decorrentes de uma mistura de infância, adolescência e vida adulta.

 

Vestido de Laerte | Depois de assumir sua transgeneridade, a cartunista Laerte se transformou em uma das porta-vozes dos direitos LGBT. O curta acompanha a artista em sua luta pela burocracia dos serviços públicos em busca de ter sua condição de gênero oficialmente reconhecida.

 

Vista a minha pele | A partir de uma paródia da realidade brasileira, o documentário parte para problematizar as questões do racismo e do preconceito. Na história, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Maria, uma garota branca e pobre que estuda em um colégio particular no qual sua mãe é faxineira, convive com algumas atitudes hostis por sua cor e condição social; a garota tem que passar por alguns enfrentamentos quando decide concorrer ao concurso de Miss Festa Junina de sua escola.


Por Richard Günter

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