As contribuições da neurociência para a educação


Novo século, mudanças ocorrem e, com elas, novos desafios. Na mesma proporção que o mundo vem se transformando, a educação também se encontra em constantes buscas.

Um dos grandes referenciais da mudança educacional da última década está ligado diretamente ao processo de aprendizagem. E sem dúvida uma das maiores contribuições é representada pela palavra “neurociência”, que ainda é uma ciência nova, tendo em torno de 150 anos, mas que a partir da década de 1990 avançou e vem proporcionando mudanças significativas na forma de perceber o funcionamento cerebral.

A neurociência ligada à educação é, em termos gerais, o estudo de como o cérebro aprende. É o entendimento de como as redes neurais são estabelecidas no momento da aprendizagem, bem como de que maneira os estímulos chegam ao cérebro, da forma como as memórias se consolidam e de como temos acesso a essas informações armazenadas.

O ato de aprender é algo complexo, que não envolve somente a questão de memorizar os conteúdos, mas muito mais do que isso. Aprender engloba emoção, interação, alimentação, descanso, motivação, entre outros, e é aí que entra a neurociência, no sentido de dar maior compreensão de como se processa a aprendizagem em cada indivíduo, compreendendo o processo de forma integral.

Para se adaptar às mudanças propostas advindas da neurociência, o espaço educativo deve estar aberto para novos profissionais que venham agregar conhecimento à equipe multidisciplinar que atende o aluno. Por isso neuropsicopedagogos, além de uma visão de como ocorre a aprendizagem do educando, também possuem técnicas para uma melhor metodologia de ensino do professor, pautados nos estudos descritos acima. Possuem assim competência para orientar de que forma a aprendizagem pode se tornar mais significativa tanto na metodologia do docente quanto no processo de aprendizagem do aluno.

A era da informação tem permitido que um maior número de profissionais tenha acesso a conhecimentos ligados à neurociência, assim como tem surgido maior oferta de cursos de atualização, extensão ou até mesmo pós-graduação que facilitam o acesso à informação e à qualificação nessa área. Dessa forma, conseguimos avançar no que se refere a desenvolvimento e formação do profissional, que deve estar preparado para atender as necessidades de seu aluno, pois o cérebro e o processo de aprendizagem são os seus principais objetos de trabalho.


Glauber Lobato é Professor de Educação Básica, Psicopedagogo, Pesquisador nas Áreas de Gestão do Conhecimento e Processos de Aprendizagem.


Deixar comentário

Seu email não será publicado