O verão passou, mas a dengue, zika e chikungunya continuam


A estação mais quente do ano passou, mas os casos de dengue, zika e chikungunya continuam em todo o país e há um alerta para o Rio de Janeiro. Em 2018, foram registradas mais de 5 mil ocorrências, enquanto neste ano, somente nos dois primeiros meses, foram contabilizados 1.109 casos. Um aumento de 59% em relação ao ano anterior, quando nesta mesma época 694 pessoas foram diagnosticadas.

A região da Rocinha, na Zona Sul, com 21 casos de dengue, é o local com a maior incidência da doença. A Tijuca, com 19 casos, aparece na segunda colocação. De acordo com o médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), André Siqueira, o ano tem sido de chuvas frequentes e isso ajuda a aumentar a quantidade de mosquitos.

De acordo com Wanderson Kleber, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é considerada uma epidemia. Contudo, ele reforça que é preciso intensificar as ações de combate ao aedes aegypti para que o número de casos de dengue, zika e chikungunya não continue avançando no país.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informa que permanece realizando as ações de combate aos focos do aedes aegypti, com intensificação das ações no período atual, devido à sazonalidade das doenças por ele causadas. Este ano, até o momento, já foram feitas mais de 1,3 milhão de visitas de inspeção em toda a cidade.

Apesar das estatísticas comprovarem que o período de maior evidência ocorre no verão, é preciso ressaltar que o cuidado deve ser realizado 365 dias por ano.

Fique de olho em algumas dicas de prevenção à proliferação do mosquito da dengue, zika e chikungunya:

:: Não deixe água parada. Destruindo os locais onde o mosquito nasce e se desenvolve, evita-se sua procriação :: Deixe sempre bem tampadas e lave com bucha e sabão as paredes internas de caixas d’água, poços, cisternas, jarras e filtros :: Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas. Coloque areia fina até a borda do pratinho :: Plantas que possam acumular água devem ser tratadas com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para cada litro, regando-se, no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas :: Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água (tampinha de garrafa, casca de ovo, latinha, saquinho plástico de cigarro, embalagem plástica e de vidro, copo descartável etc.) e guarde garrafas vazias de cabeça para baixo :: Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana e, caso precise mantê-los, guarde em local coberto :: Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga pelo menos uma vez por semana :: Mantenha o quintal limpo, recolhendo o lixo e detritos em volta das casas, limpando os latões e mantendo as lixeiras tampadas :: Lave e troque a água dos bebedouros de aves e animais no mínimo uma vez por semana :: Limpe frequentemente as calhas e a laje das casas, coloque areia nos cacos de vidro no muro já que também podam acumular água :: Mantenha a água da piscina sempre tratada com cloro e limpe-a uma vez por semana. Se não for usá-la, evite cobrir com lonas ou plásticos :: Não jogue lixo em terrenos baldios, construções e praças. Chame a limpeza urbana quando necessário ::


Por Richard Günter
Fonte: Ministério da Saúde, Dengue.gov
Foto: Divulgação/AEN-Pr


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