O papel da mulher na sociedade moderna


A convite da Appai, a Subsecretária de Políticas para a Mulher, Comba Marques, falou sobre princípios que asseguram a exclusão de qualquer tipo de discriminação às mulheres em meio ao convívio social

 

Paquera ou assédio: qual a diferença? Como a mulher deve agir quando se sentir assediada? Esses e outros questionamentos foram discutidos na palestra “Participação da Mulher na Sociedade”, que teve como convidada a Subsecretária de Políticas para a Mulher, Comba Marques Porto. O evento, promovido pelo projeto Questões de Mulher da Appai – implantado pelos benefícios Serviço Social e Jurídico –, teve como objetivo esclarecer e debater esses temas tão presentes em nosso cotidiano.

Criada em 2013, a Subsecretaria de Políticas para a Mulher é parte integrante da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e responsável por elaborar e executar as políticas públicas para as mulheres, no Estado do Rio de Janeiro, com o propósito de garantir a cidadania plena da população feminina e o seu empoderamento.

De acordo com Comba, as principais atribuições da Subsecretaria são desenvolver políticas públicas para a eliminação de toda e qualquer discriminação contra as mulheres, orientar em situação de violência e abusos através do Disque-Mulher e articular com diferentes órgãos das três esferas de governo e entidades da sociedade civil, com o objetivo de assegurar a implementação dos Planos de Políticas para as mulheres.

A subsecretária alerta para o fato de que o assédio não acontece somente por parte de desconhecidos na rua, muitas vezes ocorrendo no ambiente familiar, seja por um padrasto, vizinho ou amigo dos pais. “Além disso, o assédio contra a mulher não é só físico, é também psicológico. Comentários machistas e piadas que depreciam a mulher também são considerados assédio”, explica Comba.

Esse foi justamente um dos questionamentos feitos durante a transmissão ao vivo no Facebook da Appai, quando a associada Maria de Fatima Queiroz perguntou sobre o “limite” para o assédio. A subsecretária explicou que o limite entre uma cantada e um assédio é o não. “A partir do momento em que a mulher diz não, esse limite deve ser respeitado. Caso contrário, é considerado assédio”, exemplifica Comba. Ela ressalta ainda que ninguém está falando que a paquera precisa acabar, mas que deve haver respeito. Um assédio pode acontecer de diversas formas, todos os atos que ultrapassam os limites estabelecidos nas relações são considerados assédio, seja ele físico ou moral.

Como a mulher deve agir quando se sentir assediada?
As mulheres vítimas de assédio físico ou moral podem procurar um dos centros especializados, onde encontram apoio de psicólogas, assistentes sociais e acompanhamento jurídico para ajudar na solução do conflito. O intuito desses espaços é conscientizá-las sobre a importância de denunciar, antes que aconteça o pior.

Subsecretaria de Políticas para a Mulher
Rua Afonso Cavalcanti, 455, sala 584 – Cidade Nova
Tels.: (21) 2976-2382 / 2976-1230

CEAM Chiquinha Gonzaga
Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça Onze
Tels.: (21) 2517-2726 / 9 8555-2151

Casa da Mulher Carioca

Dinah Coutinho
Rua Limites, 1.349 – Realengo
Tel.: (21) 3464-1870

Tia Doca
Rua Julio Fragoso, 47 – Madureira
Tel.: (21) 2452-2217

 

Escola x Família
A Subsecretária de Políticas para a Mulher ressalta que a educação dos pequenos é de suma importância e pode influenciar a forma com que serão tratadas as futuras esposas, filhas e mulheres. E isso vai partir de casa, com a família mostrando o respeito ao tratar uma mulher, e a escola será um complemento dessa educação, com projetos pedagógicos voltados para a temática.

A palestra completa foi transmitida ao vivo no Facebook da Appai.
Confira aqui!



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