O Oscar da docência científica


Professores conquistam o 4º Prêmio Shell de Educação Científica no Rio

 

Ambiente cheio de educadores com brilho nos olhos e orgulhosos de sua profissão. Foi neste clima que aconteceu a cerimônia de entrega do Prêmio Shell de Educação Científica do Rio de Janeiro, no Museu do Amanhã. Em sua quarta edição e com número recorde de inscritos nas categorias Ensino Fundamental II e Ensino Médio, os três vencedores de cada uma delas deram uma verdadeira lição de que fazer o que se ama é a melhor forma de alcançar o sucesso.

O prêmio tem como objetivo reconhecer o trabalho dos educadores que ajudam a construir o futuro do país de forma criativa. Podem participar professores das áreas das Ciências e Matemática. O presidente da Shell Brasil, André Araújo, comemorou o número recorde de inscrições da última edição, com mais de 300 projetos, e destacou a importância desta premiação. “Todos nós temos alguma lembrança de um professor que marcou nossa história. A Shell sente muito orgulho em reconhecer o esforço que os professores fazem mesmo nos ambientes mais adversos”, ressaltou o executivo.

Os profissionais que desenvolveram os projetos inovadores realizaram um intercâmbio na Inglaterra, no início do ano, onde participaram de palestras, visitaram museus e instituições renomadas de educação, entre outras atividades. Dos seis ganhadores, cinco são da rede estadual e um da municipal.

Na categoria Ensino Médio, o 1º lugar ficou com o professor Antônio Roberto Petali Júnior, do Ciep 117 – Carlos Drummond de Andrade – Intercultural Brasil-Estados Unidos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O docente e os alunos construíram uma centrífuga, uma estufa e um destilador reutilizando materiais recicláveis e montaram um laboratório de ciências para práticas pedagógicas.

“Utilizamos diversos materiais, como borracha, garrafas pet, papelão e até um motor de máquina de lavar que ia para o lixo para construir os equipamentos, tudo empregando conhecimentos de Matemática e de Ciências. Se fôssemos comprar no mercado, cada instrumento custaria cerca de R$ 3 mil”, relata.

O professor André Gonçalves de Oliveira, do Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, Zona Oeste, ficou com o 2º lugar na categoria Ensino Médio. O projeto dele consiste no lançamento de foguetes como uma proposta interdisciplinar para aprendizagem de Física, buscando a compreensão dos modelos de cidades sustentáveis. Já o 3º lugar foi para Fabiano Rapozo de Carvalho, do Colégio Estadual Leonel Azevedo, na Ilha do Governador. A proposta dele tem como objetivo utilizar um modelo de Pipa Tetraédrica, de Graham Bell (cientista que inventou o telefone), para aperfeiçoar as aulas de geometria e, dessa forma, realizar atividades lúdicas em busca de significados e incentivando a investigação da Matemática.

Na categoria Ensino Fundamental II, o 1º lugar foi para o professor Edevaldo da Silva Oliveira, do Colégio Estadual Doutor Péricles Corrêa da Rocha, em Bom Jardim, Região Serrana.

O projeto dele, intitulado Os da Silva e os da Selva: o ensino de Ecologia e a preservação da Mata Atlântica, utiliza o meio ambiente como sala de aula para o estudo da fauna silvestre local. O 2º lugar nesta categoria ficou com Emerson de Souza Queiroz, do Ciep 394 – Vereador Cândido Augusto Ribeiro Neto, em Nova Iguaçu. De acordo com o professor, o projeto “da rua para a escola pretende utilizar a brincadeira de taco para ensinar função polinomial do 2° grau, reunindo a Matemática, o lúdico e a tecnologia digital”.

E Márcia Maria Viana Suriano, da Escola Municipal Bataillard, em Petrópolis, obteve o terceiro lugar com o projeto A Matemática que faz a música possível – Aplicação das relações entre o solfejo e o estudo das frações. A professora explica que cada nota musical é montada por uma fração e que estas frações em conjunto é que dão o ritmo das músicas. Os alunos foram estimulados a escolher as melodias, buscar suas notas musicais, traduzindo-as para encontrar as frações equivalentes. E num discurso emocionante, Márcia foi aplaudida: “A única diferença entre mim e os outros professores é que eu me inscrevi no prêmio. Estamos cercados de docentes maravilhosos em uma escola humilde”.

O Secretário de Estado de Educação, Wagner Victer, que compareceu à cerimônia, disse que “Essa premiação e parceria são formas de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos professores da rede estadual e, também, maneiras de incentivá-los em suas práticas pedagógicas cotidianas”.


Por Richard Günter

Fontes: Seeduc | Shell | BG Brasil

Fotos: Márcia Costa/Seeduc-RJ e Shell/divulgação


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