Natureza ativa é vida que segue


Através da construção de terrários, alunos aprendem a importância da natureza e preservação do meio ambiente

“Ensinar não se limita a uma sala de aula e seus métodos tradicionais, o processo tem que ser uma via de mão dupla, temos que explorar as disciplinas com questões do cotidiano, fazendo com que percebam o mundo que os cerca. A curiosidade instiga o ensino”. Foi com esse pensamento que surgiu o BioArte, um trabalho interdisciplinar de Biologia e Artes, desenvolvido no Colégio Estadual Padre Anchieta, localizado em Duque de Caxias.

Visualizada pela professora de Língua Portuguesa Neia Albino, a ideia surgiu a partir do filme 2012 e da necessidade de trabalhar de forma interdisciplinar os conteúdos e materializá-los para ampliar as áreas de conhecimento. A educadora explica que o intuito é conscientizar e sensibilizar os alunos sobre a preservação do meio ambiente. “Percebemos que as ações humanas estão modificando o planeta e destruindo recursos necessários a nossa sobrevivência, bem como a importância das artes para a sociedade”, completa Neia.

As atividades foram realizadas em três etapas. Na primeira, o filme foi contextualizado com uma aula interdisciplinar com as professoras de Biologia, Bianca Lemos, e de Artes, Janilda Nascimento. Assim a turma poderia apreciar o filme de maneira crítica e questionadora, entendendo os conceitos nele abordados. Já na segunda etapa, ao assistir, observaram as catástrofes ambientais e o papel pedagógico das artes para a humanidade.

A terceira etapa foi a culminância do projeto, com a montagem de terrários e jardins fechados, representando um microssistema. “Com elementos que interagem e se mantêm em equilíbrio sem interferência humana. As diferentes camadas do solo representam as condições geológicas do nosso planeta”, explica a professora de Biologia.

A professora de Artes conta que foi gratificante ver os alunos dedicados e entusiasmados em construir os próprios terrários. “Eles não só participaram de uma aula interdisciplinar, como também praticaram o sentimento de coletividade e solidariedade, ao dividir os materiais entre si. A turma inteira participou e todos saíram satisfeitos com o que fizeram. Com certeza foi a melhor aula do ano”, reconhece. Neia completa afirmando que era nítido o comprometimento dos estudantes e a preocupação em fazer bem feito. “Como a atividade ocorreu no pátio, os alunos de outras turmas ficaram curiosos e alguns pediram para também integrar a atividade, no que foram bem recebidos, inclusive sendo acolhidos pela turma participante”, relata.

O estudante Josias da Silva Sande conta que foi uma aula diferente, que fez com que a turma contribuísse para a preservação do meio ambiente. “Aprendemos também sobre a natureza e como ela pode se manter de pé e com vida, mesmo em um potinho de vidro”, conta. O diretor Renan Oliveira ratifica a adoção de metodologias interdisciplinares e contextualizadas como a realização desse projeto. “Trabalhos como esse despertam nos discentes as relações entre as diversas áreas de conhecimento, eliminando gradativamente o saber fragmentado. É claro o fortalecimento do vínculo entre todos”, garante.

Além desse traço de união entre os estudantes, eles se tornaram agentes multiplicadores de conhecimento, sensibilizando a comunidade escolar e familiares sobre a preservação ambiental e a valorização da arte. Neia destaca ainda que o processo é trabalhoso, mas o conhecimento e o aprendizado não podem ser penosos. “Tenho certeza de que essa prática já ficou marcada. E que os terrários os recordem de que aprender pode ser divertido”, finaliza.


Por Jéssica Almeida
Colégio Estadual Padre Anchieta
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Tel.: (21) 3666-1278
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Fotos: Marcelo Ávila

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