MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE ITAIPU


Entre as ruínas, uma explosão de história dos sambaquis

O antigo Recolhimento de Santa Teresa, fundado em 1764, é uma construção em alvenaria de pedra, com conchas de sambaquis, molduras de cantaria, unidas por óleo de baleia. Só essas características já são um prato cheio pra quem ama história. Extremamente preservado, o corpo principal do prédio ainda permanece com todas as suas características. E é nesse clima que habita o Museu de Arqueologia de Itaipu (MAI).

Criado em 1977 a partir dos sítios arqueológicos de Duna Grande e Duna Pequena, encontrados na região, o local tem peças de até 6 mil anos a.C. No século XVIII, o local abrigava senhoras que não podiam ir aos conventos porque, na época, o casamento era incentivado como forma de povoar o país.

Ali ficavam mulheres que pretendiam seguir a vida religiosa, órfãs, prostitutas, as que haviam engravidado antes do casamento, viúvas e aquelas que eram instaladas quando seus pais ou maridos saíam em viagem. As ruínas do recolhimento foram tombadas em 1955 pelo Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Além da canoa centenária, há diversas artefatos expostos, como pontas de ossos que eram utilizados para caça e pesca

O acervo do MAI reúne objetos dos povos que viveram no litoral fluminense antes do descobrimento do Brasil e tem como destaques seis blocos dos sambaquis de Camboinhas, datados de 6.000 a.C. Trata-se de depósitos de conchas, objetos, pedras, esqueletos humanos e outros materiais acumulados ao longo dos anos, que ajudam a contar como esses homens ancestrais viviam da caça, pesca e coleta na Região Oceânica de Niterói.

A base do museu é a coleção Hildo de Mello Ribeiro, composta de doações feitas pelo agente federal de fiscalização de pesca e arqueólogo amador que viveu em Itaipu por cerca de 20 anos, com quase mil objetos, como machados, peças de cerâmica, pontas de ossos, polidores e ossadas.

O museu exibe também a canoa centenária de Jequitibá, doada pela Colônia de Pescadores do local. Na instituição ainda se desenvolve um programa educativo-cultural chamado Caniço & Samburá, voltado para as escolas e a comunidade local, que consiste em um acervo itinerante emprestado às escolas de Niterói e região.

Que tal promover um aulão nesse espaço rico de ancestralidade? Essa é a sugestão da Revista Appai Educar. Saiba abaixo como agendar a visita com seus alunos.


Por Richard Günter
Praça do Canhão, s/nº – Itaipu – Niterói/RJ
CEP: 24340-005
Tels: (21) 3701-2994 / 3701-2966
Site: www.museudeitaipu.museus.gov.br
E-mail: mai@museus.gov.br
Horário de Funcionamento: De terça a sexta, das 10 às 17h | Sábados, domingos e feriados, das 13 às 17h
*Visitas orientadas de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h, com agendamento prévio.


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