Livre, leve e “souto” | Semana de arte propõe incentivar a criação de um espaço dinâmico na escola


Com intuito de fazer com que os alunos e toda a comunidade escolar tenham contato com as quatro linguagens da arte (teatro, dança, música e artes visuais), o Colégio Estadual João Santos Souto, em Japeri, desenvolveu a Semana de Arte: livre, leve e souto: experimentações. O nome do projeto, propositalmente escrito de maneira errada, faz uma referência ao nome da escola. A mediadora educacional de tecnologia, Sheila Pires, afirma que o contato com essas linguagens artísticas aconteceu através de exposições, sala interativa, sala de cinema e oficinas. “Os alunos puderam vivenciar, criar, socializar, criticar, refletir, produzir, interagir, enfim, realizar experimentações através da prática artística”, enumera.

Além disso, o objetivo da Semana de Arte é incentivar a criação de um espaço aberto e dinâmico, no ambiente escolar, onde alunos de cada ano de escolaridade, professores, funcionários e demais profissionais da educação pudessem pesquisar, estudar e discutir assuntos ligados à arte, através de atividades individuais e coletivas. Além disso, a ideia é propiciar a alfabetização estética e artística através dos elementos envolvidos no projeto e desenvolver pensamento autônomo sobre os aspectos da arte e assuntos do cotidiano possibilitando que o aluno crie e recrie o mundo a partir de suas próprias ideias.

O projeto, que surgiu em 2013, foi idealizado pela coordenadora pedagógica Viviane Paiva e pelas professoras Alessandra Souza e Layza Sangy, ambas de Artes, e Sheila Maria, de Línguas Portuguesa e Inglesa, com apoio e suporte da diretora-geral da escola, Elizabeth Jácomo. “Nosso objetivo era fazer com que o aluno pudesse socializar os trabalhos individuais, em atividades coletivas, dentro do espaço escolar, destinado não somente a quem o realizou, mas para toda a comunidade. E também que buscassem observar os elementos estéticos e artísticos presentes, compreendendo a importância da imagem como forma de linguagem”, explicam.

Todas as turmas da escola participaram do projeto, desde estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, além dos alunos do projeto Reforço Escolar. O trabalho envolveu as disciplinas de Matemática e Física, durante a oficina de pipas, além de Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Produção Textual e, claro, Artes.

Foram cinco dias de oficinas e apresentações de dança, música, coral em inglês, teatro e da banda da escola, durante a Semana de Arte. Houve também exposições dos trabalhos realizados pelos alunos, como esculturas minimalistas, sala de cinema e oficinas de diferentes tipos de dança, de teatro, de pintura e de confecção de pipas. Teve também a apresentação da Banda Marcial da escola, sob o comando do maestro e funcionário, Adilson Guedes.

A mediadora de tecnologia ressalta que as pessoas que ministraram as oficinas fazem parte da unidade escolar enquanto outros foram convidados. “Entre eles temos as professoras Simone Vianna e Maria Celeste, que ofereceram as oficinas de teatro e pintura, respectivamente. Já o professor de Física da unidade, Robson de Oliveira, ministrou as oficinas de pipa em diversos horários e dias. A aluna do Ensino Médio Luana Rocha coordenou oficinas de dança no estilo stiletto (uma dança em cima do salto, onde se trabalha postura e equilíbrio). Já o aluno Michael realizou oficina de mangá (desenho em estilo japonês) com os colegas de escola”, explica Sheila.

Os alunos Alex de Souza e Keven de Souza, ambos da turma 1.002, participaram de apresentações musicais e oficinas de desenho, filmes, grafite e música. “A semana de artes em nossa escola foi ótima, pois nos proporcionou experimentar coisas novas e interessantes. Além disso, nós pudemos mostrar nossos talentos para toda a escola. Tivemos a oportunidade de nos envolver e aprender um pouco em cada oficina. Toda a escola gostou muito. Estamos ansiosos pela próxima!”, contam.

A professora de Língua Portuguesa Fátima Beraldo também demostrou entusiasmo ao falar do projeto: “Foi uma semana de cultura, entrosamento, arte e diversão, com oficinas que levaram nossos alunos a soltarem a imaginação produzindo lindas obras de arte”, afirma. A docente de Língua Inglesa Vanessa Moreno também participou da Semana de Artes com animação: “Ver o empenho e dedicação de nossos alunos na realização das atividades propostas foi de brilhar os olhos de emoção e esperança. Belos quadros, apresentações de dança, reciclagem, confecção de pipas foram alguns dos acontecimentos que fizeram desta semana um sucesso”, descreveu.

A aluna Luana, que ofereceu a oficina de dança, conta que participar do evento foi uma grande oportunidade. “Tive uma ótima experiência quando dei aula de stiletto, hip-hop e jazz, em três dias do evento. Vi a satisfação e dedicação dos estudantes que participaram. Percebi que não existe recompensa melhor para um professor do que presenciar o quão contentes e satisfeitos seus alunos ficam por influência do seu trabalho. Os eventos culturais e projetos que a escola oferece melhoram o comportamento e a postura de muitos estudantes. Temos ótimos professores que sempre estão se dedicando para termos o melhor ensino, sempre”, elogiou.

A mediadora de tecnologia afirma que, sem dúvida, os objetivos iniciais foram alcançados. “As experimentações aconteceram em diversas oficinas. Os resultados se materializaram na produção dos alunos: apresentações de dança, canto, instrumentos musicais, teatros, quadros, desenhos e esculturas”, explica.

Sheila ressalta ainda que as atividades lúdicas potencializam as habilidades do ser humano. “Acentuam a criatividade, amadurecem a formação do gosto e proporcionam socialização e interação com a sociedade. Podemos também afirmar que tais atividades podem funcionar como uma ponte de ligação, de inclusão, de acesso a um vasto e rico conjunto de saberes que podem contribuir de maneira significativa para o surgimento de outros e novos interesses do indivíduo. Desta forma, a arte e a educação assumem uma função social e tornam-se um verdadeiro trunfo para se construir uma sociedade mais democrática, pois são os homens educados que possuem recursos para colocar em liberdade o seu pensamento”, finaliza.


Colégio Estadual João Santos Souto
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Fotos cedidas pela escola

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