Jornal impresso: símbolo de confiança do Facebook


Pedido de desculpas de Mark Zuckerberg sai em nove edições de jornais dos Estados Unidos e da Europa

E quem diria que até mesmo o gigante da mídia digital, que responde pelo nome de “Facebook”, usaria o velho impresso para amortizar a sua queda e se redimir de suas culpas perante a sociedade! Pois é, aconteceu neste domingo (25/3). Mesmo com seus trilhões de curtidas e compartilhamentos realizados quase sempre em poucas horas, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, usou nove jornais, sendo três dos Estados Unidos e outros do Reino Unido para fazer um dos maiores comunicados, não só pelo tamanho do texto, página inteira dos jornais, mas pelo peso-bomba e dor de cabeça para o Facebook que essa notícia, vazada pela Cambridge, causou ao redor do mundo.

Nove dos maiores jornais do planeta, entre eles The Washington Post, The New York Times e The Wall Street Journal e outros seis, em suas edições impressas, estamparam na íntegra o pedido de desculpa do Facebook aos seus mais de 2 bilhões de usuários, pelo escândalo da falta de competência da gigante do Vale do Silício em resguardar as informações dos seus usuários divulgadas pela Assessoria Cambridge Analytica.

Sob o título “We have a responsibility to protect your information. If we can’t, we don’t deserve it”, algo como “Temos a responsabilidade de proteger sua informação. Se não conseguimos, não a merecemos”, os jornais impressos trouxeram uma página inteira com o pedido de desculpas. A estratégia faz parte da intenção de resgatar a confiança que se esvaiu juntamente com os dados de mais de 50 milhões de usuários da plataforma. Ao lado da estabilidade, foi embora também a alta dos papéis da empresa. Segundo noticiários, a rápida desvalorização de suas ações, em mais de 11%, desde o dia 16 de março, data em que ocorreu o anúncio pela Cambridge, mexeu com o mercado financeiro.

E como toda má sorte sempre vem acompanhada de uma dose extra, cresce nas mídias o movimento #deletefacebook, com apoio do cofundador do WhatsApp, Brian Acton, e de Elon Musk, que incentivado pelos internautas apagou as páginas das empresas das quais é CEO, Tesla e Space X, bem como a sua pessoal, no Facebook.

Deixando um pouco de lado o inferno astral que a gigante do Vale do Silício está passando, o que vale ressaltar aqui é que, diferentemente do que muitos dizem, o meio escolhido como o veículo para levar e ratificar o pedido de desculpas do CEO do Facebook aos seus consumidores, o jornal impresso, mostra que está mais vivo do que nunca. E que, em meio às suas tintas e rotativas barulhentas, continua sendo o modo mais confiável para expor uma informação, haja vista que anteriormente Zuckerberg já havia dado inúmeras entrevistas em TVs, rádios e outras mídias e postado longos esclarecimentos em sua página.

Se o jornal impresso vai acabar ou não, neste momento não tenho a resposta. Mas o que posso afirmar aos que procuram consumir informação confiável e fundamentada é que abram as páginas dos jornais e boa leitura!


Por Antônia Lúcia Figueiredo | Mãe, Jornalista, Redatora, Editora-Chefe das Revistas Appai Educar e Leve.


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