Festival Path


 
Um evento que reuniu gente inovadora, criativa e muita troca de experiências

 

Em sua 6ª edição o Festival Path contou com presenças pra lá de marcantes em suas diversidades. Entre elas, estava lá para conferir e trocar experiências a Revista Appai Educar. Foram dois dias de muita informação e sinergia no maior festival de educação, inovação e criatividade do Brasil. Com sua mega programação espalhada por mais de 10 espaços no bairro Pinheiros, a agenda diversificada, atual e interativa atendeu a gregos e troianos, através de temas ligados às artes, tecnologia, empreendedorismo, educação, sustentabilidade e cultura no sentido mais amplo da palavra.

Um pool de palestras, seminários, sessões literárias, gastronomia, games, feiras maker e workshops em diferentes áreas temáticas, que ao final se conectavam, redesenhando de forma ainda mais livre o cenário do festival, tudo isso rolando de forma simultânea, estruturada e organizada, diga-se de passagem.

Sob a ótica da diversidade e da inclusão social, vista e revista nos espaços, nos conteúdos e sobretudo no público, o evento produziu uma total coesão nos dois movimentados dias. A quebra de paradigmas e barreiras foi a chave dos discursos para a tão almejada mudança de cultura falada por quase todos. No decorrer dos muitos blocos, professores, gestores, empreendedores, estudantes e especialistas mostraram que a tecnologia é apenas um viés alavancador para o rompimento da bolha. Contudo, a mola propulsora de toda essa engrenagem de experiências e buscas transformadoras continua sendo o humano.

Um dos trabalhos apresentados, na área educacional, o premiado projeto Esporte que muda a escola, idealizado pela professora municipal Marcela Mota, foi tema de uma das mesas de educação inclusiva. A docente mostrou que, mesmo não tendo uma quadra esportiva na sua escola, ainda assim foi possível realizar a mudança de olhares e percepções da sua turma de Educação Infantil, através das práticas do desporto. “Esse movimento dará às crianças, quando chegarem à fase adulta, uma base reflexiva com opiniões mais críticas e um olhar mais abrangente para com as muitas possibilidades do seu corpo”.

Saindo do esporte para a música e os variados ritmos como elementos de formação cultural, o Jazz Americano, um dos gêneros mais celebrados do mundo, criado em comunidades negras como a de Nova Orleans, marcou presença em um dos palcos do festival, assim como o funk. A batida advinda das comunidades foi tema de um dos encontros em que se discutiu a sua representatividade enquanto realidade da periferia brasileira. Em sua fala, a estudante da USP Renata Prado, que também é dançarina desse ritmo, reiterou a necessidade de levar essa temática para dentro das escolas, a fim de que os próprios alunos se identifiquem e estudem sua história.

Em um outro espaço, o professor Marcio Otake lembrou para uma plateia altamente atenta que o futuro da educação é dar ênfase em projetos com alunos, professores, gestores e famílias no centro, pois para ele “criança feliz aprende de forma mais engajada”. As mídias digitais também performaram durante o evento. Em uma delas Rafael Bias, diretor de arte da Rede Globo e docente da Faap – Fundação Armando Alvares Penteado –, disse que um dos segredos da direção de arte num Live Streaming (tecnologia que permite dinamizar as transferências de dados e deixar as comunicações mais rápidas e dinâmicas) está na criação do cenário, que precisa ser atrativo, dinâmico e bem iluminado. Coincidência ou não, tudo isso nós encontramos nas muitas instalações do Festival Path.

Diante de tanta informação, uma das palestras falava exatamente de como ler tantas notícias em tão pouco tempo. De acordo com a editora de conteúdo da Web Nexo, Marina Menezes, cada vez mais a curadoria da informação ganha um lugar de destaque na pesquisa, seja jornalística, on-line ou impressa, a fim de que esse conteúdo tenha relevância para os leitores.

Para fechar a sua participação, a Revista Educar deixou um bilhete no mural sobre coisas que nos inspiram. Como não podia deixar de ser, o que nos move e estimula são os educadores independente da sua área, pois o mais bacana sempre é realizar as trocas de experiências. E esse festival nos proporcionou essa vivência. Então, até 2019.


 Por Antônia Lúcia


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