Endometriose: o que você precisa saber sobre a doença


Maio é um mês de conscientização nacional da luta contra a endometriose, marcado pelo Ministério da Saúde. Os dados alarmantes não nos deixam dúvidas sobre a importância de se falar sobre o assunto. Somente no Brasil, mais de 7 milhões de mulheres sofrem com a doença – uma a cada 10, segundo dados do Ministério da Saúde. No mundo, cerca de 176 milhões são afetadas, principalmente durante a idade reprodutiva.

A endometriose abala diretamente a qualidade de vida da mulher, tanto do ponto de vista pessoal e profissional quanto do sexual. Mas, apesar de atingir tantas pessoas, a doença ainda é pouco conhecida e demora a ser diagnosticada. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, o tempo médio para o diagnóstico definitivo desde os primeiros sintomas é de aproximadamente 8 anos.

 

O que é a endometriose?

A endometriose é uma doença inflamatória em que o endométrio, tecido que reveste o útero, cresce fora do órgão, podendo atacar os ovários, a bexiga e até o intestino.

O problema pode surgir logo na adolescência, após as primeiras menstruações. Geralmente, muitas mulheres confundem a dor da endometriose com cólicas menstruais fortes, o que dificulta a percepção sobre a enfermidade.

 

Sintomas

Além das fortes dores no período menstrual, outros sinais podem ajudar a detectar a doença:

– dor durante e/ou após relações sexuais;

– dor e sangramento urinários e intestinais durante a menstruação;

– inchaço intestinal;

– dificuldade de engravidar.

 

Diagnóstico

O diagnóstico precoce ainda é o principal fator para evitar maiores complicações com relação à endometriose, que pode ser classificada em leve, moderada ou grave. Quanto mais rápida a detecção, menor o risco de a doença progredir.

A partir da primeira menstruação, o médico já pode ficar atento à intensidade das cólicas. Aparecendo os sintomas, é possível indicar exames, como ultrassom, ressonância ou ecocolonoscopia, que comprovem o diagnóstico.

 

Tratamento

A endometriose é uma doença crônica e não tem cura, mas pode ser tratada cirurgicamente ou por meio de medicações. Tudo vai depender da gravidade dos sintomas, da extensão e localização da doença, da idade etc. Além disso, existem ações que podem melhorar a qualidade de vida da paciente, como exercícios e psicoterapia.

Quando a mulher não quer ter filhos ou já teve os que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa.

 

Endometriose x Infertilidade

Hoje, a endometriose é a principal causa da infertilidade feminina. A maioria das mulheres que procuram por tratamentos para engravidar apresentam a doença.

Mas, diferente do que se possa pensar, não se trata de um impeditivo para aquelas que querem ser mães. Segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), cerca de 50% das mulheres com endometriose engravidam de forma natural, sem qualquer tipo de tratamento.

Nos casos de infertilidade, a cirurgia é o tratamento mais indicado, no qual são retirados os nódulos dos órgãos atingidos. Cerca de 60 a 70% das mulheres que se submetem a esse procedimento voltam a ser férteis.


Por Luiza Morato
Fonte: Ministério da Saúde / Sociedade Brasileira de Endometriose / Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)


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