É possível reduzir a desigualdade com ciência eletrônica?


Descubra como as escolas envolvidas equacionaram essa questão.

Apesar de ser um espaço de coletividade, a escola por muitas vezes se torna um ambiente bastante íntimo e conservador. Não à toa, os estudantes acabam formando pequenos grupos que vão se desfazendo somente com o término do ciclo escolar. Mas no Colégio Flama, na Baixada Fluminense, a situação é bem diferente quando o assunto é trabalho em grupo, onde o lema é integração e igualdade.

Para promover o ensino do curso técnico de eletrônica, foi realizada uma feira tecnológica integrando três unidades educacionais do Flama, localizadas em Nova Iguaçu, São João de Meriti e Duque de Caxias, em que se precisou responder a questão: “De que forma é possível reduzir a desigualdade com a ciência eletrônica?”. Com uma parceria satisfatória entre alunos e mestres das unidades educacionais, através de vários bate-papos técnicos, foi possível encontrar o caminho para trabalhar essa temática. E a resposta logo surgiu cheia de criatividade.

Assim, os alunos passaram a criar ferramentas que auxiliassem pessoas com algum tipo de deficiência, bem como dinâmicas que promovessem o entretenimento do público. Dessa forma, o pontapé inicial para se cumprir a metodologia do projeto se deu com o 6º período (3º ano do Ensino Médio) que trabalhou com o tema “Lúdico com a Luz”, e o 4º (2º ano do Ensino Médio), que desenvolveu o assunto “Entretenimento Eletrônico”.

CRIATIVIDADE INTEGRADA

A turma responsável por este desenvolvimento arregaçou as mangas e mergulhou na criatividade. Os alunos da unidade de Duque de Caxias trabalharam projetos específicos, como Placar eletrônico, Sensor de luminosidade, Bengala Eletrônica para deficiente visual, acionamento de bomba de água automático para caixa de água, alarme residencial a laser, de temperatura e de vazamento de gás residencial, projetos esses que atendem pessoas com alguma deficiência. Já os estudantes de São João desenvolveram a temática através da criação de holograma, cubo mágico, girassol controlado, capacete luminoso, entre outros.

Os alunos ainda projetaram suas ideais alinhadas à luminosidade e apresentaram inovações sob a inspiração de grandes heróis do mundo dos quadrinhos. O escudo do Capitão América teve vida própria, assim como o Ciclop do X-man lançando seu laser vermelho e a garra do Cyborg da Liga da Justiça foram a sensação do evento. Dentre outras criações, foi possível ver de perto a prancha do Super-Choque, o laço da verdade da Mulher Maravilha e o sinalizador de chamada do Batman.

Por sua vez, os alunos do 4º período criaram jogo da velha com joystick, jogo dos genius para deficiente auditivo, piano para deficiente visual, jogo dos nervos, passa ou repassa, jogo de memória, lançador de teia do Homem-Aranha, gol eletrônico para deficiente visual, entre outros.

Através dessas criações, o público presente desde crianças, jovens e adultos, com deficiência ou não, puderam perceber que a ciência eletrônica alcança a todos, pois os que participaram e desfrutaram dessas criações se divertiram muito, relatando até saudade do seu tempo de criança. A professora responsável pelo projeto, Alessandra Macedo, conta que de forma colaborativa foi possível criar ludicidade alinhada à união social. “Pessoas com alguma deficiência ou não puderam brincar e não houve divisão de possibilidades na hora de se divertir. Assim, provamos que é possível usar a ciência eletrônica para quebrar barreiras e tabus”, enaltece a coordenadora.


Por Richard Günter
Colégio Flama
Rua Tenente José Dias, 533 – Centro – Duque de Caxias/RJ
CEP: 25010-305
Tel.: (21) 2671-1844
E-mail: diretoraalinerangel@gmail.com
Diretora: Aline Rangel
Fotos cedidas pela escola


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