É debatendo que se aprende!


Entenda a importância do incentivo ao diálogo em sala de aula como viés para as ações cotidianas

Uma ferramenta que pode estimular o aluno a entender a sociedade na qual está inserido, pensar e refletir na busca de soluções para os problemas levantados por ele ou pelo professor. O debate faz com que o estudante se torne mais participativo e auxilia nas atividades escolares. Sabendo disso, o Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, localizado em Niterói, desenvolveu um trabalho com os discentes do 1º ano do Ensino Médio, visando um diálogo crítico e reflexivo tendo como centro a educação.

Idealizado pelos professores Bernardo Porphirio Balado, de Química, e Daniel Pereira Ballarin, de Sociologia, a iniciativa surgiu a partir da análise das variadas formas como o indivíduo interage em relação ao conhecimento e o processo de formação escolar. “Visando estabelecer as suas necessidades, limites e desafios, a fim de moldar o seu ideal, de maneira a harmonizar a didática ao contexto vivido por quem ela se aplica, em busca de sentido. Os alunos foram desafiados a se tornarem os idealizadores e realizadores da proposta. Tendo a missão de, por meio de um planejamento criado por eles, dar encaminhamento ao trabalho”, explicam.

Ao longo do percurso, houve a criação de um blog para divulgar os relatórios das atividades realizadas nos encontros, somado a artigos elaborados no decorrer da pesquisa. Além disso, a comunidade escolar participou de dois debates abertos com o intuito de apresentar a pesquisa feita e abrir ao público a discussão sobre o valor da educação, a existência ou não de um método educacional, a estagnação ou expansão do processo de escolarização no Brasil, a maneira como as escolas se apresentam pelo mundo, os variados modelos educacionais, as vastas perspectivas de pedagogos teóricos, o justo ou limitante sistema avaliativo, entre outros questionamentos decorrentes.

Ao término do projeto, os alunos elaboraram uma apresentação que concluiu tudo o que foi visto durante esses seis meses. A estudante Letícia Rebouças Marques, da turma 1.003, conta que o trabalho foi muito dinâmico e que ela aprendeu a se organizar para qualquer atividade.

De acordo com o professor de Química, essa experiência é extremamente enriquecedora para os aprendizes. “As questões trabalhadas vão para além do tema escolhido por eles, pois o objetivo principal é o desenvolvimento de competências e habilidades. Saber ser líder e compartilhá-la, resolução de problemas, trabalho em equipe, cumprimento de metas, organização, saber ouvir e se colocar são algumas competências que recebem nesse trabalho”, garante Bernardo.

O educador de sociologia ressalta que a pesquisa como método na escola permite ao estudante expor suas curiosidades, seus interesses, usando-os como caminho científico para estabelecer novos conhecimentos a partir dos anteriores. “Ela pode se tornar uma grande aliada ao processo de ensino e aprendizagem. Dois fatores são essenciais para que isso ocorra: o aluno deve ser sujeito da educação e o professor, o mediador desse percurso. O projeto contribui em especial com os estudantes, gerando autonomia para eles e para o educador, permitindo que se atualize e também que possa reavaliar as práticas de ensino, o que se torna algo extremamente necessário perante as mudanças que ocorrem no mundo atual. É assim que se deve traçar um caminho na sala de aula”, afirma Daniel.

A pesquisa como método na escola permite ao estudante expor suas curiosidades, seus interesses, usando-os como caminho para estabelecer novos conhecimentos

O aluno João Victor Soares de Araújo relata que as etapas de pesquisa corresponderam às suas expectativas. “Foi um grande aprendizado e crescimento pra mim, pois pude aprender os valores do trabalho em equipe e a maneira correta de organizar atividades desse tipo. Isso tudo, ao lado dos debates realizados em sala com os orientadores e o time, me fizeram dominar novos conceitos, que tiveram grande impacto no meu crescimento pessoal. Foi muito além de aprender sobre o assunto, porque comecei a pensar de forma mais crítica, principalmente em relação às questões educacionais do nosso país”, finaliza João.

Outra forma de aplicar debates em sala de aula de maneira funcional

1 – Faça uma lista com temas propostos para a discussão e peça que os alunos realizem uma eleição. Após isso, o mais votado será o escolhido para que a sala discuta e reflita sobre as questões que o envolvem.

2 – Estimule a que os estudantes façam anotações sobre os pontos com os quais concordam e discordam ditos pelos colegas de classe, para gerar um debate com a maior quantidade de conteúdos possíveis. Para que eles se sintam mais à vontade para falar, comece a discussão expondo seu ponto de vista.

3 – Você deve incentivar os alunos a avaliar todos os argumentos, para que considerem se realmente permanecerão com a mesma opinião. O debate normalmente amplia os horizontes das pessoas e faz com que elas assumam uma nova postura frente a determinado assunto após argumentar sobre ele.

Fonte: Universia Brasil 


Por Jéssica Almeida
Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto (Cebric)
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Tel.: (21) 3601-2573
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Fotos cedidas pela escola


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