Copa do Mundo: uma bela jogada para trabalhar na Escola


Através de atividades e projetos pedagógicos, a magia do futebol torna-se ponto de partida para contextualizar as diversas áreas do conhecimento

 

Está chegando o maior evento do planeta, a Copa do Mundo 2018. Este ano, a vigésima primeira edição do evento acontece na Rússia, no período de 14 de junho a 15 de julho. Onze cidades-sede foram escolhidas para serem palcos das partidas: Volgogrado, Ekaterinburgo, Kazan, Kaliningrado, Moscou, Nizhny Novgorod, Rostov-no-Don, Samara, São Petersburgo, Saransk e Sochi.

Ao todo, 32 países representando suas bandeiras vão à Rússia disputar os “90 minutos” mais emocionantes e preciosos de suas vidas. Serão cinco representantes da África (Tunísia, Nigéria, Marrocos, Senegal e Egito); 5 da Ásia (Irã, Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Austrália, que, apesar de se localizar na Oceania, disputa entre os asiáticos); 4 vagas da América Central e do Norte (México, Costa Rica, Panamá e Honduras); 5 da América do Sul (Brasil, Uruguai, Argentina, Colômbia e Peru); 13 representam a Europa (França, Portugal, Alemanha, Sérvia, Polônia, Inglaterra, Espanha, Bélgica, Islândia, Suíça, Croácia, Suécia e Dinamarca) e, para fechar o quadro, a Nova Zelândia representando a Oceania.

E nesse turbilhão de expectativas e muita opinião, a seleção do técnico Tite, Neymar e companhia segue como a única a disputar todas as edições desse megaevento, aparecendo nas estatísticas do futebol como uma das favoritas, ao lado da atual campeã Alemanha, que não nos traz boas lembranças da última copa, e também da França.

Na gíria do futebol, essa arte de driblar, fazer belas jogadas que podem ou não acabar em gol, traz com ela a incerteza dos resultados, haja vista que durante as classificatórias dois representantes de peso do futebol, Holanda e Itália, não conseguiram se classificar e acabaram ficando de fora da Copa do Mundo, o que é considerado um vexame por muitos. Como diria Nelson Rodrigues, é “A pátria de chuteiras”, um sentimento que envolve as pessoas, apaixonados ou não, antes mesmo de a bola rolar.

Seja nas rodas de bate-papos, nos programas de TV, nos noticiários esportivos, nas rádios, na internet e sobretudo nos álbuns de figurinhas da Copa (que tradicionalmente já virou um dos mais badalados passatempos entre os “grandinhos” e a garotada), esse momento que antecede a competição é certamente um dos períodos que mais movimentam a área do conhecimento.

Tanto é que escolas, alunos e professores estão dando um show de bola dentro das suas unidades escolares. É o caso do Colégio BIS, que em parceria com o grupo editorial Panini proporcionou aos alunos atividades recreativas, como “Quiz”, “Mapa Mundi – de onde é esse jogador?”, “Bate-Bafo”, tudo isso durante os intervalos de lanche e almoço dos estudantes. De acordo com a direção pedagógica, o intuito foi integrar os alunos à atualidade, bem como trabalhar a socialização, desenvolver a parte motora e o raciocínio lógico, reunindo nessa atividade interdisciplinar matérias como Educação Física, Matemática, Geografia, História e Formação.

Outra escola que já está desenvolvendo um projeto sobre a Copa do Mundo é o Ciep 297 Padre Salésio Schimid, localizado em Vassouras. A professora de Educação Física, Thayane Magalhães, fez uma simulação de copa entre as turmas e cada uma elaborou a pesquisa sobre o país sorteado. A atividade incluía reunir informações como cultura, comidas típicas, história do futebol e outras curiosidades pertinentes ao país. “O intuito é utilizar o tema de interesse comum, promovendo o conhecimento sobre a cultura dos países, com o incentivo a atividades esportivas e o conhecimento sobre o esporte. Além de ser um meio de promover a interação entre os alunos e a equipe escolar”, explica Thayane. O trabalho foi finalizado com um jogo de futsal entre as turmas, que estavam vestidas com as cores das camisas do país que representavam.

Além da interatividade, especialistas destacam que esse evento que movimenta e une milhões de pessoas de todas as partes do planeta é uma excelente oportunidade para que professores e gestores desenvolvam projetos que englobem alunos desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, a fim de transformar esse evento em uma grande experiência.

 

UM SHOW DE BOLA COM GOLS EDUCACIONAIS

Em uma nação que tem o futebol e o carnaval como parte da cultura popular, vale a pena aproveitar as temáticas e explorá-las em sala de aula. Inclusive, nessas épocas é natural que haja algumas alterações no país. Em relação às escolas, por exemplo, há uma mudança de calendário, mas que não prejudica os estudos. Contudo, é preciso avaliar o que cada ciclo curricular deve aprender dentro do universo futebolístico, para que não se torne uma simples aula de curiosidades com festividade.

Para a professora Déborah Carvalho, coordenadora adjunta da Escola Estadual Senador Salgado Filho, em Porto Alegre, no Ensino Fundamental pode ser proposto, por exemplo, um projeto interdisciplinar que reúna os alunos em grupos para fazer um levantamento completo sobre cada uma das cidades-sede do país. Entre os jovens do Ensino Médio, os docentes podem aproveitar alguns jogos já definidos para debater importantes temas. “Uma disputa entre os times da Inglaterra e da Argentina pode fomentar um debate sobre a Guerra das Malvinas. Além de interessante, será muito útil”, aponta a professora.

O boom cultural, social e econômico pelo qual o Brasil passou por ser sede do mundial em 2014 fez com que crianças e jovens fossem bombardeados com informações que, na escola, se tornaram úteis na construção de novos saberes. Agora em 2018, cabe ao professor, em seu planejamento, identificar esses quesitos. Assistindo aos telejornais ou lendo notícias em jornais, revistas e sites, por exemplo, é possível acompanhar a construção dos estádios nas cidades que abrigarão os jogos. “Estudar a estrutura das arenas possibilita abordar vários conteúdos de Ciências, como a tecnologia aplicada na drenagem do gramado”, por exemplo, sugere Déborah, que lembra que nem tudo pode ser trabalhado pelo viés do campeonato. “É preciso que a Copa seja um contexto pertinente para o que está previsto no ano, e não o contrário. Aquilo que os alunos têm de aprender em cada etapa de ensino é soberano e não deve ser modificado por causa de um evento social”, enfatiza.

Outro cuidado que se deve tomar ao pensar em incluir o campeonato em suas aulas é idealizar atividades em conjunto com os demais professores. “O tema deve estar no projeto político-pedagógico (PPP) da instituição de ensino. Nesse planejamento, se determina qual a concepção de Educação adotada na escola e o que é importante para a formação dos alunos no ano. Dessa reflexão, sairão as propostas para alcançar os resultados esperados”, afirma Déborah. Assim, ainda é possível planejar de forma mais eficaz uma metodologia a ser aplicada às diversas disciplinas.

“Em Geografia a turma pode estudar a estrutura das cidades-sede; em História, a política na Rússia; em Literatura, os autores nacionais; em Matemática, cálculos sobre o tamanho e a lotação máxima dos estádios. Enfim, há uma gama de possibilidades”, opina Déborah, que também ressalta que “assistir aos jogos, fazer colagens da bandeira do Brasil ou se pintar de verde e amarelo está no campo da festividade, não no pedagógico. Em sala de aula, é preciso ir além da bola rolando e chamar a atenção da turma para outros aspectos que estão em sintonia com as aprendizagens esperadas”, ratifica.

Em Matemática a turma pode estudar cálculos sobre o tamanho e a lotação máxima dos estádios

O professor Alcides José Scaglia, uma das poucas “cabeças” que se preocupam com o ensino do futebol no país, Mestre em pedagogia do esporte e doutor em pedagogia do movimento pela Unicamp, é referência nesta área. Em uma entrevista exclusiva à Revista Appai Educar, ele traz sugestões para se trabalhar a temática em sala de aula, dentro de sua vasta experiência no universo futebolístico, pedagogicamente falando. Para Scaglia, o processo metodológico de ensino tem que ressaltar que em cada nível do processo um objetivo deve ser almejado e um certo número de competências e habilidades deve ser adquirido e requerido, ou seja, consumir a temática Copa do Mundo de modo que as informações fomentem o conhecimento, enaltecendo a qualidade da aprendizagem.

Scaglia sugere diversas atividades pedagógicas por disciplina.

 

LÍNGUA PORTUGUESA

Analisar os discursos apresentados pelos treinadores e jogadores. Muitos acertos e erros podem ser fonte de aprendizado. Poderia se trabalhar ainda com vários livros sobre futebol, ou mesmo com as maravilhosas crônicas de Nelson Rodrigues, ou do inesquecível Armando Nogueira. Também se poderia utilizar de artigos jornalísticos, biografias de ex-jogadores como Mané Garrincha, Pelé… Ou até mesmo a produção de textos informativos ou no formato de crônicas esportivas. Os alunos simulariam ser jornalistas, tanto da imprensa escrita, como da televisiva (a partir da filmagem de entrevistas com a própria câmera dos celulares).

 

MATEMÁTICA

Prospectar o número de visitantes que as cidades receberão a cada partida, quantidade de ingressos vendidos, valor de lucro ou pontos percentuais que cada equipe precisa conquistar para se tornar a campeã. Se poderia ainda construir gráficos de desempenho no campeonato, ou mesmo coletar dados das várias copas e brincar de explorá-los, descobrindo o que os números podem dizer sobre a história dos campeonatos mundiais. Também poderia ser interessante aprender a controlar e atualizar uma tabela.

 

HISTÓRIA

Traçar um paralelo entre os contextos históricos em que cada competição ocorreu, destacando as ocasiões em que a situação política interferiu na competição (por exemplo, levar os alunos a descobrir por que não houve copa durante a Segunda Guerra Mundial). A relação entre Revolução Industrial e a gênese do futebol (período de esportivização), a história das copas e suas relações políticas e econômicas ao longo dos tempos, a influência dos ditadores nas copas, em especial a de Mussolini na edição de 1934. Ou mesmo, pensando nos alunos menores, contar as histórias das copas, fazendo ligações com os contextos de tempo, ou seja, o que estava acontecendo no mundo durante a copa de 1938, por exemplo.

 

FÍSICA

O craque de algum time participante marcou um golaço? Aproveite a oportunidade para apresentar vídeos interativos e solicitar aos alunos que calculem itens como o deslocamento e a velocidade da bola até o gol.

 

GEOGRAFIA

Localizar os países de todas as seleções participantes do Mundial em um mapa e levantar dados que os caracterizam, como cultura, economia e regime político. Depois, solicitar aos alunos que identifiquem as diferenças (número de habitantes, eventos tradicionais, temperatura etc.) em relação ao Brasil. Também dados sobre a geografia dos países: onde se localizam, qual a língua, costumes, características culturais marcantes. Ou mesmo semelhanças e diferenças entre os países que irão se confrontar na Copa.

 

ARTES

Abuse do mascote da copa: Zabivaka, o lobo siberiano. O personagem pode ser útil nas atividades de releitura. Realize projetos em que os alunos possam manter contatos com outros materiais como argila, papelão e tinta. As cores dos países, seus uniformes, bandeiras ou mesmo a construção de símbolos que representem as seleções.

 

EDUCAÇÃO FÍSICA

Poderia se discutir o conceito “copa do mundo”, sua história, principais ídolos ao longo dos tempos, esquemas táticos, gols fantásticos e duvidosos, curiosidades… Seria interessante o desenvolvimento de uma simulação de copa entre a turma, onde os alunos seriam divididos nas seleções e jogariam uma minicopa, no formato de torneio interclasses, ou mesmo somente dentro das turmas, e cada equipe poderia apresentar uma pesquisa sobre o país que está representando.

 

BIOLOGIA

Junto com o professor de Educação Física, poderia se desenvolver com os estudantes mais velhos questões sobre fisiologia (ou biologia) do exercício, a partir de temas como: suor, a influência do calor e da altitude, os limites do corpo, as questões do inato e do adquirido, ou mesmo um controle, por meio de pesquisas simples, sobre o gasto calórico dos alunos durante a disputa da minicopa na escola.

 

INGLÊS

Podem-se sugerir atividades que trabalhem o vocabulário de cada país, saudações e expressões do futebol, tais como: bom dia, boa tarde, boa noite, como vai você, além dos termos técnicos propriamente ditos: gol, goleiro, escanteio. O importante sempre é demonstrar as diferenças e também semelhanças com a nossa língua, objetivando despertar a curiosidade e a troca de ideias entre os alunos.

Alcides José Scaglia é Mestre em Pedagogia do Esporte, Doutor em Pedagogia do Movimento. Coordenador do Laboratório de Estudos em Pedagogia do Esporte (Lepe) da Unicamp e pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Sobre Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens), da Universidade de São Paulo (USP).

 

UMA JOGADA EM TODAS AS ÁREAS

A Copa tem muitas vertentes além do futebol. Pode-se trabalhar os bastidores, a preparação dos jogadores, o futebol de várzea, de praia, paralímpico, feminino e outras infinitas possibilidades. A pedagoga e especialista em educação transdisciplinar Elisabete da Cruz ressalta que é importante que o professor não foque apenas na simbologia de uma partida e sim na essência do que significa uma copa do mundo.

A especialista também é gestora de negócios da Eloin, uma empresa de projetos educativos cujo maior desafio é proporcionar aos educadores uma educação “fora da caixa”. Com a temática Copa do Mundo, 8 anos atrás eles desenvolveram um projeto chamado “Copa do Mundo – unindo povos além do futebol”. A ideia surgiu com o intuito de criar circuitos de vivências que proporcionassem experiências de reflexão acerca da Copa. “É importante que o professor abranja o maior número de desdobramentos para que o projeto não se restrinja ao resultado de uma partida. O que pode gerar frustrações. Ele tem que estar pautado em algo maior, mais importante, que traga conhecimentos e significância para o aprendizado”, afirma Elisabete.

Este ano a equipe visitou estádios consagrados e outros menores para que os alunos compreendessem as semelhanças e diferenças em termos de estruturas técnicas e operacionais. Elisabete informa que a visita conta com um circuito de bastidor, vestiário, concentração, sala de imprensa, campo, bilheteria e tudo que envolve a estrutura de um grande evento. “O futebol feminino também fez parte da programação. Treino com a equipe, entrevista dirigida para entendermos as dificuldades de uma profissão tão jovem e ainda cheia de preconceitos, pouco valorizada se comparada ao futebol masculino. Outro ponto que reforçamos muito foi o da alimentação e condicionamento. Com um índice de obesidade alarmante, o esporte é um aliado para a conscientização e o estímulo a uma vida mais saudável. Entrevistamos técnicos esportivos, nutricionistas e colocamos a mão na massa para a criação de cardápios adequados”, relata.

A especialista vai lançar o livro paradidático “Bolas do Mundo”, que é uma parceria com a editora Ciranda Cultural, ilustrado por Heitor Neto. A obra conta a história de um garotinho que sempre foi apaixonado por bolas. O amor era tão grande que ele decide descobrir se outras pessoas também gostam de bola como ele. E vem a surpresa, meninos, meninas, idosos, pessoas com necessidades especiais. Além, é claro, dos formatos, que vão de meia até tampinha de garrafa. Tudo vale uma partida. O personagem tem um sonho e vai seguir crescendo, acreditando em sua realização. A abordagem do educador pode despertar uma leitura compartilhada para as crianças menores, assim como pode ser um elemento disparador para os maiores. “Bolas do Mundo” é um livro para a família também, pois retrata costumes comuns, sonhos e uma infinidade de desdobramentos.

Elisabete da Cruz é Pedagoga, especialista em educação transdisciplinar com 20 anos de experiência em projetos educativos, autora de literatura infantil e infantojuvenil e produtora cultural.

 

– FILMES E LIVROS PARA ESTUDAR COPA DO MUNDO EM SALA DE AULA

AUDIOVISUAL

• O ano em que meus pais saíram de férias | Em plena ditadura militar, um garoto de 12 anos sonha em se tornar goleiro profissional. Mesmo diante da repressão que obrigou seus pais a deixá-lo com o avô, a paixão pelo futebol fez com que a torcida pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970 falasse mais alto.

• Duelo de campeões | Os bastidores da preparação da seleção dos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil, onde conseguiram um feito histórico: derrotar a poderosa Inglaterra por 1 x 0, mesmo tendo apenas um jogador profissional no elenco. Com Gerard Butler.

• Maracaná | A maior façanha e a maior tragédia da história do futebol. Assim pode ser encarada a final da Copa do Mundo de 1950, quando o Uruguai bateu a seleção brasileira por 2 x 1 em pleno Rio de Janeiro. Maracaná, o documentário, acompanha os bastidores da competição.

• Barbosa (curta) | Homem amargurado do presente (Antônio Fagundes) constrói uma máquina do tempo e volta até 16 de julho de 1950 para tentar evitar a falha do goleiro Barbosa, que tirou a Copa do Mundo do Brasil em pleno estádio do Maracanã, num episódio traumático para ele na infância e para toda a nação.

 

LEITURA

O Portal do Professor, espaço virtual no site do Ministério da Educação, onde educadores têm acesso a sugestões de planos de aula, conteúdos multimídia e notícias sobre o panorama da educação no País, reuniu em seu acervo digital diversas notícias e entrevistas sobre a temática Copa do Mundo. A sessão oferece sugestões de livros aos professores, e interessados no tema podem até mesmo interagir em fóruns de discussão com outros profissionais da área.

 

Confira as sugestões:

• Futebol – Arte dos Pés à Cabeça

Renata Sant’Anna – Editora Panda Books – Brasil – 2014

O futebol não está apenas nos dribles que os jogadores fazem em campo, ele também está nas obras de artistas que se inspiraram nesse esporte. Neste livro, o leitor conhecerá uma seleção de craques que apresenta essa paixão nacional em pinturas, desenhos, objetos, instalações, fotografias e gravuras, como Francisco Rebolo, Candido Portinari, Nelson Leirner, Regina Silveira, Leda Catunda e Rochelle Costi.

 

• Enciclopédia das Copas do Mundo

Luiz Fernando Baggio – Editora Nova Terra – Brasil – 2014 – 2ª edição

O livro é dividido em três partes. Primeiramente, o autor traça um paralelo entre os acontecimentos mundiais e os eventos dentro de campo durante toda a história. Há também relatos sobre as principais partidas, os jogadores que marcaram as edições das copas e ainda curiosidades ímpares e fotografias de cada edição do maior evento do mundo do futebol. Em seguida, o leitor tem a sua disposição o resultado de uma minuciosa pesquisa sobre as estatísticas das copas. O autor estudou o desempenho dos países participantes, os gols, técnicos, jogadores, árbitros, cidades, estádios, entre outras informações, para fornecer ao leitor o mais rico banco de dados sobre as Copas do Mundo.

 

• 20 Copas do Mundo – 1930-2014

Geraldo Affonso Muzzi – Editora Pontes – Brasil – 2014

O livro traz textos histórico-descritivos, tabelas dos resultados, participações da Seleção Brasileira e suas escalações em todos os jogos e, finalmente, detalhes de interesse em todos os capítulos, copa por copa, desde a de 1930 no Uruguai até a de 2014 no Brasil. O autor vem acompanhando de perto todos os torneios a partir do de 1950 no Brasil, quando ainda era menino. Sua abordagem do tema abrange a visão dos brasileiros e a percepção sobre a seleção nos países em que viveu como diplomata por mais de trinta anos.

 

A lista completa pode ser acessada em: www.portal.mec.gov.br/portal-do-professor


Por Antônia Lúcia, Jéssica Almeida e Richard Günter

 

 


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