Arte por toda parte


A equipe pedagógica da Eswcola Municipal Luís Carlos da Fonseca, em Madureira, colocou em prática, no início do ano, um projeto que proporciona diálogos interdisciplinares, conexões com temas transversais e, ao mesmo tempo, aborda e valoriza todas as formas de arte. No primeiro bimestre, as turmas do 1º ao 5º anos trabalharam com o tema Arte por toda a parte – os pintores brasileiros e estrangeiros. Cada turma se baseou nas obras de artistas famosos como Tarsila do Amaral, Portinari, Romero Brito, Jean-Baptiste Debret, entre outros. No segundo bimestre foi destacada a arte dos esportes, quando os professores ressaltaram elementos essenciais na formação dos grandes vencedores, como a concentração e a disciplina. No terceiro bimestre foi a vez da arte no cinema e no teatro.

O projeto gerou uma grande movimentação na escola, aguçando a curiosidade e estimulando novas descobertas. De acordo com a diretora adjunta Cristiane Castro, essa pluralidade de ações tem transformado positivamente o cotidiano acadêmico: “A escola de hoje não tem a função apenas de ensinar a ler, escrever e a fazer conta. Ela passou também a promover a leitura de mundo, estimulando a observação e o senso crítico. Isso possibilita à criança entender o porquê das coisas”. Cristiane também lança um novo olhar para atividades que, em princípio, não se vê como pedagógicas: “Uma criança pode ver um filme apenas como entretenimento, mas também pode buscar nele questionamentos que podem até mesmo auxiliar na construção de conhecimentos de Geografia, de História e de outras áreas. Dessa forma, ela percebe que está na escola para entender o mundo”.

Ao longo do bimestre, cada turma enveredou pelo universo da Sétima Arte, trabalhando com temáticas diferenciadas, de acordo com o conteúdo programático da série. Enquanto as atividades transcorriam, alunos e professores definiram qual filme seria o escolhido para representar a turma, diante da comunidade escolar, na culminância do projeto. As duas classes do 1º ano escolheram os enredos de “Frozen” e de “Meu Malvado Favorito”. Após assistirem os longas, a professora Lucelene Ruiz aproveitou as histórias para promover dinâmicas que estimularam no processo de alfabetização e letramento dos pequenos, alimentando o imaginário infantil e contribuindo para o desenvolvimento da leitura e escrita. “Esse projeto está sendo abordado de uma forma muito interessante. As crianças estão vibrando com os desafios propostos e vivenciam com intensidade cada personagem. Depois de 20 anos trabalhando com a Educação Infantil, estou pela primeira vez lecionando para alunos do 1º ano. Considero um presente”, declara. Na culminância do projeto, os meninos participaram de um esquete musical representando os personagens minions. Já as meninas entraram no reino congelante de Frozen para reproduzir um dos momentos marcantes da história.

As crianças do 2ª ano abordaram as aventuras narradas na animação Rio, possibilitando que as professoras Ana Paula dos Santos, Fernanda Bermudo e Kelly Araújo pudessem trabalhar a conscientização ambiental e provocar uma reflexão sobre o combate ao tráfico de animais silvestres. Para a apresentação de encerramento do bimestre a turma montou um número musical retratando a temática do filme. Já o 3º ano trabalhou o respeito às diferenças com o filme Shrek, onde se explorou o enfoque na questão do amor, do respeito e das relações familiares. “Nós aproveitamos também o conteúdo do caderno de apoio pedagógico para abordar o cinema mudo e a obra de Charles Chaplin”, relata a professora Marlene de Paula. Ela também é a responsável pelo 4º ano, que produziu os trabalhos a partir do filme “Os Caça-Fantasmas”. “Durante as atividades de contação de histórias, os alunos sempre demonstraram interesse em enredos ligados a mistérios e coisas sobrenaturais. Quando eu propus esse filme tinha a certeza de que eles iriam adorar”, conta.

Os alunos do 4º ano produziram narrativas a partir do filme “Os Caça-Fantasmas”

Os alunos do 5º ano desenvolveram o projeto baseado em “Footloose”, um filme que conta a história de uma pequena cidade americana que proíbe a dança e o rock. O tema fez com que muitas crianças fizessem uma analogia entre o local onde eles moram e aquela em que os personagens do longa residem. “O projeto despertou o senso crítico e mostrou a importância do cinema sob vários aspectos, entre eles o de provocar reflexões e questionamentos. Eles também assistiram o filme “Curtindo a vida adoidado” que, embora tenha enredo diferente, também mostra a música permeando toda a história.

A partir daí, abordamos vários aspectos ligados ao cinema, como por exemplo as premiações de entrega do Oscar”, destaca a professora Fátima Gomide.

Além das apresentações musicais, as turmas também expuseram os trabalhos produzidos durante o bimestre. A professora de Artes, Conceição Tavares, apresentou, juntamente com alunos do 3º ano, um teatro de marionetes. Durante as etapas de aprendizado, os alunos aprenderam a manusear os bonecos com as mãos e confeccionaram personagens dos filmes “Moana” e “Tartaruga Ninja”. A professora da sala de leitura, Andréia Marcatto, sintetizou alguns filmes em forma de prosa e poesia, de acordo com a faixa etária. Já Vilma de Deus, docente de Educação Física, enfatizou o trabalho de expressão corporal, espaço e tempo, enquanto Bárbara Nogueira, de Língua Inglesa, também conciliou o conteúdo da disciplina à narrativa dos filmes. As estagiárias de Educação Especial Maria Paula Rodrigues e Thamires Neves participaram na organização e no compromisso da educação inclusiva.

A diretora-geral Silvia Neves destaca a preocupação da escola em integrar os familiares dos alunos no processo de aprendizado. “Nós buscamos fazer com que a família compreenda o contexto da atividade que está sendo desenvolvida, o que se trabalhou e o que se quis mostrar. Os alunos que obtêm conceito MB (Muito Bom) a cada bimestre têm seus nomes colocados em um mural de destaque e recebem medalhas. O responsável é quem faz a entrega, uma forma de valorizar a questão do desempenho e de incluir a família nesse processo”, declara. Todo esse esforço tem valido a pena. “Estamos há quatro anos à frente da gestão da escola implantando uma filosofia que instiga o aluno a crescer. A comprovação de que estamos no caminho certo veio com o resultado do Ideb indicando que alavancamos o desempenho e ultrapassamos a meta. Toda a equipe escolar está de parabéns”, ressalta.

 


Por Tony Carvalho
Escola Municipal Luís Carlos da Fonseca
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