GOOD JOB!


Produzir conteúdo em sala de aula não é tarefa apenas de professor. Pelo menos é o que acontece no Colégio Nossa Senhora das Dores, localizado em Belo Horizonte, MG, onde os alunos, há mais de um ano, participam do projeto No Alvo – Jovens Produtores de Conteúdos, realizando atividades de produção textual, levantamento de pautas, roteiros e direção das atividades realizadas nas oficinas de audiovisual. O objetivo vai além do aprimoramento da leitura e da escrita, mas visa sobretudo dar aos alunos ferramentas que vão contribuir para que tenham um maior discernimento sobre a legitimidade das muitas informações distribuídas nos mais diversos canais.

De acordo com a direção da escola, o projeto acontece entre as turmas do 9º ano do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio. O processo de produção, roteirização e produção ocorre no contraturno, uma vez por semana, durante as oficinas de fotografia, edição de vídeos, produção de textos jornalísticos, gêneros textuais, cobertura de eventos, criatividade, entre outras.

Após a vivência prática, os alunos passam para uma segunda etapa, que é o levantamento de pautas e apuração para a produção da revista impressa e digital “No Alvo News”, cujas matérias são centradas na divulgação dos projetos institucionais, práticas pedagógicas de cada segmento, além dos programas específicos oferecidos pela escola, como aulas de robótica, pastoral, esportes, entre outros.

Os alunos participam de oficinas de fotografia, edição de vídeos, produção de textos jornalísticos, cobertura de eventos e criatividade

Buscando caminhos que unam a teoria à prática de maneira prazerosa e efetiva, a coordenadora do projeto, Fernanda Delizete Madeira, explica que a sociedade contemporânea está bem mais atuante nos processos de comunicação e atenta às demandas. “O colégio busca proporcionar um cenário em que os alunos desenvolvam competências de acordo com suas aptidões, incentivando um possível caminho profissional”, afirma.

Um dos objetivos do projeto é alcançar de forma ampla esse público conhecido como Geração Z, que é entendido como aquela que possui maior alcance em tecnologia. Nativos do mundo digital, mais da metade (55%) dos indivíduos dessa categoria usa seus smartphones cinco ou mais horas por dia e mais de um quarto (26%) os utiliza por 10 ou mais horas. Um outro dado bastante interessante em relação à Geração Z é o fato de que os adolescentes (de 15 a 17 anos) gastam uma hora diariamente, em média, fazendo lição de casa durante o ano letivo, quando o tempo utilizado era de 44 minutos há cerca de uma década e 30 minutos em meados dos anos 1990, segundo informações da fonte Pew Research em sua pesquisa.

E quando o assunto é sobre seu futuro pessoal, mais de 80% dizem estar bastante otimistas mesmo entrando no mercado de trabalho com menos experiência do que as gerações anteriores. Pois, de acordo com pesquisadores, apenas 19% dos jovens de 15 a 17 anos de idade relataram ter trabalhado no ano anterior, em comparação com 30% dos millennials na mesma faixa etária em 2002. Esse dado reforça ainda mais a importância do projeto ao abrir caminhos para que o aluno chegue ao mercado de trabalho com um pouco mais de vivência prática.


Por Antônia Lúcia
Colégio Nossa Senhora das Dores
Unidade Floresta
Av. Francisco Sales, 77 – Floresta, Belo Horizonte/MG
Tel.: (31) 3226-6993
Fax: (31) 3273-5610
Unidade Pompeia
Rua Antônio Justino, 280 – Pompeia, Belo Horizonte/MG
Tel.: (31) 3463-2999
Colaboração: Pessoa – Agência de relações públicas

 


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