Projeto Rondon
Maior projeto de extensão do país chega a sua centésima edição

O Projeto Rondon perpassa gerações e chega ao número 100. Essa edição histórica foi batizada de Carimbó, em referência à dança típica do Pará, onde vão ocorrer as próximas ações, durante as férias de julho.
A escolha sofreu forte influência por ter sido o epicentro mundial das discussões sobre os efeitos das mudanças climáticas ao sediar a histórica COP 30, em Belém, primeira da série da Organização das Nações Unidas realizada na Região Amazônica junto à maior floresta do planeta.
Para a centésima edição foram selecionados 35 projetos entre os enviados por instituições de ensino de todo o país.
A Operação Carimbó reafirma uma das principais características do Projeto Rondon: a aproximação direta entre estudantes e professores do ensino superior com diferentes realidades socioculturais e ambientais, ressaltando as desigualdades das comunidades mais afastadas dos grandes centros urbanos.
É uma das raras oportunidades para alunos e professores majoritariamente urbanos vivenciarem o cotidiano de localidades isoladas, ampliando horizontes e promovendo o maior programa de extensão de ensino do país e um dos mais relevantes do mundo.
O Projeto Rondon foi criado em 1967 baseado em uma experiência realizada no ano anterior pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no então estado da Guanabara.
A Operação Zero reuniu 30 estudantes e dois professores cariocas que partiram para Rondônia, a bordo de uma aeronave C-47, cedida pelo antigo Ministério do Interior, permanecendo por 28 dias na Floresta Amazônica. Já no ano seguinte, o número de alunos participantes pulou para 648.
Um dos momentos centrais da preparação é a viagem precursora, feita pelos professores e coordenadores. Nessa etapa, ocorre o reconhecimento de campo e o ajuste das ações planejadas à realidade local encontrada. Em áreas de maior dificuldade de acesso, o plano logístico é elaborado e executado de forma conjunta entre as Universidades e o Ministério da Defesa.
Por Luiz André Ferreira é professor, jornalista e designer educacional, além de Mestre em Bens Culturais e Projetos Socioambientais.
Obs.: Toda a informação contida no artigo é de responsabilidade do autor.












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