Um pouco sobre o modo subjuntivo
Por Sandro Gomes*

Vamos falar um pouco sobre o subjuntivo, esse modo verbal que utilizamos quando estamos diante de uma ação de incerteza ou possibilidade? Pois é, muita gente tem dúvida quanto à ocasião correta de empregar, por isso a coluna vai agora esmiuçar essa questão. Para fazer isso, vamos abordar as duas formas de empregar verbos no subjuntivo, a simples e a composta.
Tempos do subjuntivo simples
Usamos a palavra “simples” porque utilizamos um único vocábulo para expressar a ação, que nesse caso pode se desenvolver no presente, no pretérito imperfeito e no futuro. Vamos ver caso a caso?
Presente: com ele indicamos fatos prováveis, que têm possibilidade de ocorrer. Veja o exemplo.
Espero que ele seja gentil!
Imperfeito: usamos para indicar algo hipotético ou que exprima desejo. Observe.
Se estivéssemos atentos, não cairíamos nesse golpe.
Futuro: empregamos em orações adjetivas ou adverbiais. Veja.
Os alunos que vierem à reunião terão preferência. (adjetiva)
Ficarei feliz quando chegares. (adverbial)
Tempos do subjuntivo composto
Nesse caso precisamos usar dois ou mais vocábulos para expressar o subjuntivo. Os tempos nesse caso são:
Pretérito perfeito: usamos em orações que se referem a um fato passado ou a um futuro não concluído. Veja.
Ainda que eu tenha sido convidado, não me animei.
Pretérito mais-que-perfeito: indica fato anterior a outro fato passado. Exemplo.
Receberia a medalha, se já tivesse acabado.
Futuro composto: empregamos em um fato futuro já concluído. Observe.
Quando eu tiver ido, não sinta saudades!
Amigos, esses são os tempos em que o modo subjuntivo pode ser empregado. Você, com certeza, já os leu ou utilizou em algum momento, até porque classificações como essa que vimos acima não passam de sistematização didática para melhor compreendermos os muitos recursos expressivos que a língua portuguesa nos oferece. Até a próxima, pessoal!
*Sandro Gomes é graduado em Língua Portuguesa, Literaturas brasileira, portuguesa e africana de língua portuguesa, redator e revisor da Revista Appai Educar Digital, escritor e Mestre em Literatura Brasileira pela Uerj.












Deixar comentário