Trabalho conscientiza alunos sobre a importância do meio ambiente
Por Cláudia Sanches
O projeto interdisciplinar de Educação Ambiental da Escola Paraíso Infantil Popaye, localizada na Lagoa, teve início há três anos com o propósito de passar noções de preservação ambiental às crianças do maternal à alfabetização. De lá para cá, a equipe docente, com o apoio da Diretora Maria da Glória Vasconcellos, realiza a Feira de Ciências, que, na sua 3.ª edição, já ultrapassa as fronteiras da escola e atinge outros setores da sociedade.
O ponto de partida do projeto foi um debate sobre o impacto do lixo no ecossistema, com uma aula-passeio pelo pátio da escola. As turmas fizeram uma vistoria observando o lixo jogado pelas instalações da escola enquanto os professores anotavam a quantidade e o tipo de dejetos encontrados. No dia seguinte, educadores e alunos conversaram sobre a relação das chuvas e enchentes da cidade do Rio de Janeiro com o acúmulo de lixo nas ruas, o entupimento dos bueiros e o transbordamento dos rios.

A III Feira de Ciências, que teve como objetivo levar a família para o espaço escolar, foi aberta com a projeção de um mergulho, gravado no Arquipélago de São Paulo e São Pedro, sobre o tubarão-baleia. Durante o encontro, as turmas apresentaram um material bem diversificado, como, por exemplo, a exposição de mostruários de insetos.
O professor e biólogo Fernando Coreixas de Moraes acredita que o trabalho de conscientização é mais eficaz com as crianças pequenas quando se explora a fauna: “Olhar os animais estimula muito o interesse do aluno nessa faixa etária”.
Para compor o cenário da exposição, algumas turmas recorreram ao setor de empréstimo de material didático do Núcleo de Assistência ao Ensino do Museu Nacional e da Reciloteca que, gentilmente, cederam vários materiais de seus respectivos acervos, que foram utilizados na pesquisa e na apresentação dos trabalhos. Um dos estandes que mais chamou a atenção dos visitantes foi o do banco de sementes.
Para compor o cenário da exposição, algumas turmas recorreram ao setor de empréstimo de material didático do Núcleo de Assistência ao Ensino do Museu Nacional e da Reciloteca que, gentilmente, cederam vários materiais de seus respectivos acervos, que foram utilizados na pesquisa e na apresentação dos trabalhos.
Um dos estandes que mais chamou a atenção dos visitantes foi o do banco de sementes. Durante a feira, pais, alunos e visitantes tiveram a oportunidade de conhecer várias espécies de sementes e manuseá-las para poder sentir sua textura. |

O trabalho se desdobrou em outras aulas, já que o tema pôde ser explorado por todas as disciplinas. “Os professores aproveitaram para trabalhar conceitos matemáticos como ordem crescente e decrescente, e fizeram um gráfico separando o tipo de lixo. As crianças puderam visualizar a informação numérica em forma de gráfico, o que facilitou a compreensão do conteúdo”, explica Fernando Coreixas de Moraes, professor de Educação Ambiental e idealizador do projeto.
Num segundo momento, Fernando colheu uma amostra da água da Lagoa e analisou suas condições junto com os pequenos cientistas. As turmas ficaram surpresas com os dejetos encontrados, jogados pela população, e debateram sobre as conseqüências daquele lixo para a fauna local, como, por exemplo, o risco de as tartarugas se alimentarem de plásticos por confundi-los com águas-vivas. “Para entender melhor o que são os microorganismos, as crianças observaram, pelo microscópio, os seres que eles não vêem a olho nu e compreenderam o que são as bactérias e vírus de que os adultos falam tanto”, lembrou o professor, que aproveitou para falar de condições de higiene e saúde.

|
|
Outra experiência interessante apresentada aos visitantes foi o filtro artesanal confeccionado com uma garrafa PET de cabeça para baixo. Fernando colocou uma água barrenta para ilustrar o processo de filtragem, revelando seu funcionamento como uma peneira. “A água preta no final do processo tornava-se transparente, mas não potável”, acrescentou o professor. Para fazer o filtro, que peneira as partículas mais grossas e médias, foi colocado um maço de algodão dentro do PET, a fim de reter partículas mais finas – areia, brita (pedra de construção), carvão – e limpar a água e a pedra cascalho que retém as partículas maiores.
Segundo a coordenadora pedagógica Eliane Elias, o que mais surpreendeu os educadores foi a resposta do grupo às atividades propostas: “É impressionante como eles assimilam rápido e já têm a mentalidade de que é preciso cuidar e economizar. Durante o evento, é muito comum ver os pais satisfeitos com o comportamento dos filhos. Tivemos muitas surpresas ao ver a participação dos alunos. Eles são agentes multiplicadores. Muitas vezes, levam conhecimento aos pais. A informação sai das fronteiras do ambiente escolar para suas casas. A criança compartilha, fica antenada no assunto e sente-se bem porque participa e sobressai no grupo ao trazer uma novidade interessante” , conclui a coordenadora.
Escola Paraíso Infantil Popaye
End.: Av. Borges de Medeiros, 2.364 – Lagoa – Rio de Janeiro/RJ.
CEP.: 22470-003
Tel.: (21) 2511-2255
Diretora: Maria da Glória Vasconcellos
Fotos cedidas pela escola

|