PARAR DE FUMAR VALE A PENA

Veja, no quadro abaixo, os benefícios obtidos por uma pessoa que pára de fumar:

TEMPO
PARÂMETRO
Imediatamente
O ar a seu redor fica mais saudável.
20 minutos
A pressão arterial, a freqüência cardíaca e a temperatura voltam ao normal.
8 horas
As concentrações de monóxido de carbono e de oxigênio no sangue se normalizam.
24 horas
Começam a diminuir as chances de infarto.
48 horas
O olfato e o paladar começam a melhorar.
2 a 12 semanas

Há uma melhora da função pulmonar em 30% e também da circulação.

1 a 9 meses

Tosse, sinusite e infecções pulmonares diminuem e há melhora da falta de ar.

1 ano
O risco de morte por infarto diminui em 50%.
2 a 3 anos
Recuperação máxima da função pulmonar.
6 a 8 anos

O risco de câncer de pulmão se aproxima de quem nunca fumou.

10 a 15 anos

A expectativa de vida é comparável à de quem nunca fumou.

Fonte: American Heart Association


O mais comum dos tumores malignos, o câncer de pulmão atinge a marca de 1,2 milhões de novos casos diagnosticados por ano, correspondendo a 28% da taxa global de morte por câncer. Este câncer supera os cânceres de próstata, de reto, cólon e mama, juntos. Para se ter uma idéia, a cada 30 segundos, morre uma pessoa vítima da doença. No Brasil, o câncer de pulmão é a segunda doença que mais vitima os brasileiros e a sua maior causa é o tabagismo.

 

Fatores de Risco

FUMO DE TABACO: É a causa de cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão, com relação dose/dependente para a mortalidade tanto pela duração como pela intensidade do fumo. A fumaça do cigarro possui diversos carcinógenos* ativos e pró-carcinógenos que geram mutações celulares, levando ao desenvolvimento da doença. Por esse motivo, quando o fumante pára de fumar, diminuem gradativamente as suas chances de contrair a doença. (*) Carcinógenos: Substâncias que provocam ou estimulam o desenvolvimento de tumor maligno no organismo.

FUMO PASSIVO: A exposição ao fumo durante períodos prolongados eleva a probabilidade do desenvolvimento de câncer de pulmão, em relação ao não-fumante, em 30%, e, em 24%, as chances de infarto do miocárdio. Isto ocorre porque a fumaça que sai direto do cigarro é mais nociva do que a que é expirada após a tragada. No ar, o fumante passivo inala 400 das 4.700 substâncias tóxicas do cigarro e, entre elas, estão as mais ativas, como o monóxido de carbono, o alcatrão e a nicotina.

EXPOSIÇÃO A CERTAS SUBSTÂNCIAS: Arbesto, arsênico, cromo, éter clorometílico, gás mostarda, níquel e radiação são substâncias que têm sido relacionadas ao câncer de pulmão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o gás radioativo de origem natural, o radônio, é responsável por cerca de 10 a 15% dos casos desse tipo de câncer, sendo seu segundo maior causador.

BETACAROTENO: Substância comum em vários alimentos em sua forma natural e que também é utilizada como suplemento vitamínico em forma de medicação. Estudos demonstraram que a utilização dessa substância em forma de suplemento vitamínico associado ao fumo aumenta o risco de desenvolvimento da doença.

POLUIÇÃO DO AR: A poluição da atmosfera está intimamente ligada a distúrbios respiratórios e acredita-se que seja um possível indutor das mutações celulares no pulmão. Entretanto, outros fatores podem explicar o contraste entre a incidência na cidade nas zonas rurais.

DIFERENÇAS DE GÊNERO E RACIAIS: As diferenças entre gêneros se dão principalmente pelos hábitos de fumo. No entanto, considerando as mesmas exposições, estudos constataram que as mulheres podem ser mais suscetíveis ao câncer do que os homens e, ainda, que homens e mulheres afro-americanos apresentam maior suscetibilidade do que os brancos.

SUSCETIBILIDADE GENÉTICA: Em análise segregativa, foi demonstrado que a herança genética estipula a suscetibilidade à incidência de câncer de pulmão dentro de famílias, no entanto, outros estudos revelam que “a suscetibilidade genética ao câncer de pulmão é explicada por um grande número de genes de baixa penetrância.” (Goldman, Assielo, 2005)

Sintomas

Silencioso na maior parte de sua evolução, o câncer de pulmão geralmente só apresenta sintomas quando a doença já está em estágio avançado, o que leva a um diagnóstico tardio. O sintoma mais comum, no fumante, é a tosse crônica. São também sintomas: perda de peso, anorexia, febre, dor torácica, sibilos, estridor (ronco), dispnéia (falta de ar), escarro com raias de sangue e pneumonite. Em fumantes, o ritmo habitual de tosse é alterado, ocorrendo crises em horários incomuns. Uma pneumonia de repetição também pode ser sintoma de câncer de pulmão em estágio inicial.

 

Prevenção

Existem alimentos que, segundo pesquisas, também podem ajudar a evitar o câncer de pulmão. Segundo os pesquisadores do Hospital Central do Câncer, no Japão, uma dieta alimentar que inclua uma grande quantidade de peixe cru fresco pode evitar que fumantes desenvolvam esse câncer. Entretanto, é importante ressaltar que o peixe salgado ou seco não possui as mesmas propriedades protetoras.

Outros estudos afirmam que o consumo de frutas e hortaliças está relacionado à baixa incidência de doenças crônico-degenerativas, como é o caso do câncer de pulmão. A vitamina C, encontrada no abacaxi, na acerola, na laranja, no limão (frutas cítricas em geral), na goiaba, no melão, no morango, no pimentão e no tomate, dentre outros, possui a característica de aumentar a atividade imunológica e auxilia na prevenção de câncer de pulmão e de estômago.

Esses estudos apenas reforçam o conhecimento popular de que a dieta alimentar está fortemente associada à imunidade do corpo.

 

Diagnóstico

O maior problema enfrentado em relação ao câncer de pulmão é o seu diagnóstico, uma vez que o principal sintoma é a tosse. Como o fumante costuma tossir muito, ele não acredita que isso seja motivo de uma preocupação maior. Entretanto, uma vez estabelecida a apreensão do paciente, este deve procurar um clínico geral ou um médico especializado, que avaliando o quadro, poderá iniciar uma investigação, através de raio X torácico, que é a maneira mais utilizada para o diagnóstico de câncer de pulmão, associado, ou não, à tomografia computadorizada ou à ressonância magnética do tórax, que podem detalhar melhor a lesão quando existente ou, ainda, uma broncoscopia, que permite a biópsia.

 

Tratamento

Os tumores malignos de pulmão são tratados com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou, ainda, essas três modalidades combinadas. A cirurgia consiste na melhor chance de cura; a radioterapia é freqüentemente utilizada a fim de controlar efetivamente a doença local e de aliviar os sintomas; a quimioterapia consiste no emprego de drogas que atuam no combate às células doentes, destruindo e/ou controlando seu desenvolvimento e interferindo na capacidade de multiplicação das células anormais. Os procedimentos utilizados são bastante invasivos e causam efeitos colaterais bem desagradáveis, como diminuição da capacidade pulmonar, náuseas, vômitos, diarréia, anemia, constipação e infecções dentre outros. A grande esperança reside no futuro, uma vez que pesquisadores estão em constante busca pela cura do câncer de pulmão, resultando em vários estudos e avanços no tratamento.

Deseja saber mais?
Consulte o site do Instituto Nacional do Câncer: www.inca.gov.br
Quer parar de fumar?
Disque para de fumar: 0800 703 7033


Baixos teores para quem?

Segundo o Dr. Ricardo H. Meirelles, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Rio de Janeiro, o uso de cigarros de baixos teores é uma solução enganosa, uma vez que reduz a toxicidade para quem fuma o cigarro, mas potencializa a quantidade de toxinas liberadas pela fumaça que sai diretamente do cigarro, a qual é mais nociva do que a expirada após a tragada e pode ser até três vezes maior do que a encontrada nos cigarros convencionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Colaboração: Nathalia Teixeira da Costa

Fontes:

GOLDMAN, Lee & AUSIELLO, Denis. Cecil: tratado de medicina interna. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
http://www.bbc.co.uk
http://www.abcdasaude.com.br
http://www.jmonline.com.br
http://www.inca.gov.br
http://www.estadao.com.br
http://www.ada.com.br
http://www.medicinal.com.br
http://www.uol.com.br/cyberdiet
http://www.prevencaodecancer.com.br/003_j.ht