“Um dos pontos marcantes desse trabalho foi a descoberta que os alunos fizeram da profundidade de sua história e da abrangência que envolveu toda uma época da história do Brasil e seus porquês”, concluiu a diretora Evelina Schroeder Ruecker.


Colaboração da Pedagoga Andréa Schoch
Colégio Martinus Portão
End.: Rua Arthur Mohr, 144 – Curitiba – Paraná
CEP.: 80610-300
Tel.: (41) 3329-3737
Durante a análise,
informações de 1920
foram coletadas...
A atividade teve início com o levantamento das fotografias trazidas de casa
Certidão de casamento
de um membro da
família é utilizada como
fonte histórica
Material farto para o levantamento
histórico: família tradicional de
um dos alunos, com toda a árvore
genealógica estruturada
O relógio que pertenceu
ao bisavô serve como
referência para um determinado
período histórico
Orgulhoso, o aluno apresenta
à turma foto de
casamento de seus pais,
tirada há duas décadas

Para a professora de História Silveli, trabalhar o resgate das próprias origens por meio da história da família, com alunos de 5.ª série, foi uma maneira agradável e dinâmica de ampliar o conceito de tempo e falar sobre as mudanças ocorridas nas
organizações familiares – em relação a hábitos, costumes, trabalho e relações de poder – ao longo do desenvolvimento da História do Brasil.

Para a realização desse trabalho, a professora utilizou a seguinte estratégia: propôs, inicialmente, que os alunos trouxessem de casa documentos sobre
suas famílias como, por exemplo, escritos, fotografias, objetos, depoimentos orais, canções etc.
Além dos documentos trazidos de casa, o
trabalho envolveu a organização e a análise dos documentos escritos obtidos na coleta de dados por meio de alguns questionamentos, tais como:
Qual o tipo de documento (car ta, testamento, jornal, certidão, etc.)? Em que data foi escrito?
Que outras datas o documento menciona? Onde foi feito? Quem o assina? Que outras informações ele traz? De que material é feito? Foi manuscrito ou impresso? Pertence ou pertencia a quem?
Numa segunda etapa, a professora Silveli sugeriu o resgate das fotografias familiares e, juntamente com os alunos, construiu questões para análise que
acabaram estabelecendo a relação entre a data em que as fotografias foram tiradas e as pessoas que apareciam nelas.
Outros aspectos trabalhados, pela
professora, com os alunos na observação
das fotografias foram as semelhanças de
aparência física e vestuário, o local onde
foram tiradas as fotografias, o tipo de
trabalho realizado por aquelas pessoas
retratadas nas fotos e a relação destes
aspectos com as características dos
períodos da História do Brasil.

 

 

De acordo com as informações obtidas por meio das fontes históricas sobre as suas famílias, os
estudantes descreveram as mudanças ocorridas através dos tempos. “O interesse e o entusiasmo
dos alunos é visível, pois reconhecem, por meio da própria história da família, um contexto ainda maior: o do Paraná e o do Brasil”, conta Débora Loepper
Borges, coordenadora dos Ensinos Fundamental e Médio.

Segundo a professora Silveli, uma outra proposta interessante é elaborar uma lista descrevendo
as similitudes e diferenças entre as histórias das famílias e levantar hipóteses sobre as razões das
semelhanças existentes entre elas. A terceira etapa do trabalho culminou com a construção de painéis,
contendo a história das famílias e tendo como pano de fundo a História do Paraná e do Brasil, além de uma exposição que foi aberta a pais e alunos, contando com a explicação e a argumentação dos próprios alunos da 5.ª série.