No Parque da Ciência, as
crianças se divertem em
uma célula animal gigante
e fazem experiências com
a parabólica que reflete a
luz solar
A exposição de painéis interativos
é uma das atrações do
Espaço Ciência em Cena.
Durante as explicações dos
guias, os visitantes são convidados
a participar das atividades
Levados pelo Trenzinho
da Ciência
, transporte
oficial do museu, os visitantes
iniciam a viagem
“pela vida”
A curiosidade das crianças é constantemente aguçada.
Em cada parada, uma oportunidade de fazer novas descobertas
Entre os grupos de visitantes, os mais freqüentes são os de estudantes.
Acompanhados pelos professores, eles buscam, no museu, complementos para o que aprendem em sala de aula
Durante a visitação, é
possível fazer observações
ao microscópio...
...e conhecer espécies de
peixes nativos expostos em um
aquário que tem a capacidade
de aproximadamente 11 mil
litros d’água

Por Jaciara Moreira

Escalar uma célula animal gigante, pedalar uma bicicleta especial para descobrir como se formam as ondas sonoras, conhecer insetos pré-históricos e fazer a carteira de identidade biológica. Essas são algumas das experiências
vivenciadas pelos visitantes do Museu da Vida.

Instalado no campus da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o museu tem o objetivo de transmitir informações sobre ciência, saúde e tecnologia, de forma lúdica, por meio de exposições permanentes, atividades interativas, multimídias, teatro, vídeo e laboratórios.

O acervo está distribuído em cinco espaços que podem ser visitados, gratuitamente, de terça a domingo. Entre os grupos de visitantes, os mais freqüentes são os de estudantes.
Acompanhados pelos professores, eles buscam, no museu, complementos para o que aprendem nas salas de aula. Foi o caso dos alunos de Ensino Médio do Colégio Estadual Gomes Freire de Andrade, na Penha, que visitavam o local no início da segunda quinzena de junho.

A professora de Biologia Simone Corrêa dos Santos Medeiros, que acompanhava o grupo, explicou que a visita foi programada como uma das atividades da semana de culminância do Projeto Político-Pedagógico da escola, intitulado Identidade Carioca.
Segundo ela, a proposta do projeto era levar os alunos a conhecer melhor a cidade onde vivem e a identificar suas principais referências, características e problemas.

 

 

 

 

 

 

“Nós já visitamos diversos bairros, conhecendo suas histórias, e agora, estamos aqui no museu que é um centro de referência na área de Ciências e Biologia, além de estar vinculado à Fiocruz, que é uma referência do Rio para o mundo”, afirmou a professora na ocasião da visita.
"E, independentemente do projeto pedagógico, aqui os alunos têm um contato mais íntimo com a Ciência.
Na escola, eles não têm a oportunidade de ter essa vivência. Isso pode ajudá-los até a desenvolver uma aptidão”, completou.

A sugestão da visita agradou aos alunos. Érika do Carmo Moraes, 14 anos, aluna do 1.º ano do Ensino Médio, disse que, além de ter achado tudo ali muito diferente e interessante, o passeio lhe deu base para fazer o trabalho de conclusão do projeto.

“Nós temos que preparar um relatório final sobre tudo o que aprendemos durante o projeto, e essa visita ao museu vai ajudar muito”, ressaltou. Os colegas de turma fizeram coro.

O Museu da Vida, no entanto, também atrai quem está dando os primeiros passos na escola. Enquanto os adolescentes ampliavam seus conhecimentos de Biologia, no espaço Biodescoberta, crianças do Maternal, Jardim e da Classe de Alfabetização da Escola Pedacinho de Vida, localizada na Usina, escalavam uma célula animal gigante no Parque da Ciência.

O passeio no museu foi sugerido pela mãe de um dos alunos e acabou servindo de inspiração para novos projetos pedagógicos.

“Nós já abordamos vários temas de Ciências nas aulas, mas a visita nos estimula a criar projetos envolvendo assuntos específicos, de acordo com a escolaridade, como o Ciclo da Água, por exemplo. As crianças estão muito
interessadas e, com certeza, já vão chegar à escola com bastante informação”, adiantou a professora Lúcia Haddad, da Classe de Alfabetização.

O corpo docente da escola, que faz parte do Centro Educacional da Usina, pretende lançar, em agosto, o primeiro jornal da instituição, e o Museu da Vida já está na pauta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesse espaço, é possível ainda
entrar numa célula vegetal
gigante e explorar as estruturas
que a compõem, observar um aquário de peixes marinhos, conhecer insetos pré-históricos, além de tirar a Carteira de Identidade Biológica.
Através de painéis fotográficos mostrando a diversidade humana e dois espelhos, o participante pode observar suas características físicas e compará-las com as do restante do grupo. Depois, ele informa, através de multimídia, os seus dados (por exemplo: cor dos olhos, cabelos etc.). Em seguida, terá a opção de imprimir as informações fornecidas e receber uma Carteira de Identidade Biológica.

De acordo com a coordenação do museu, o objetivo da atividade é identificar algumas características físicas associadas à hereditariedade, estabelecer relações
entre genótipo e fenótipo, além de propiciar um debate sobre a diversidade humana.

A viagem continua no Ciência em Cena, que inclui teatro, vídeos, laboratórios interativos e artes plásticas. A proposta é, por meio da arte, estimular o interesse
científico e chamar a atenção dos visitantes para o fato de que existe muito de ciência e tecnologia na vida cotidiana.
Há, ainda, atividades que ajudam o público a saber mais sobre a doença de Chagas, o funcionamento de determinados sentidos e o processo de transmissão
de informações.

No meio do circuito, ao ar livre, está o Parque da Ciência, cujo tema central é Energia, Comunicação e Organização da Vida. Ali, pode-se escalar uma célula animal gigante ou pedalar bicicletas especiais, que simulam o movimento das ondas de rádio e de televisão no espaço.
Acopladas a cordas elásticas, as bicicletas produzem ondas curtas e longas.

Por exemplo: quando se pedala rápido, se têm várias ondas pequenas (curtas).
Entretanto, pedalando mais devagar, as ondas são maiores (longas).

A vida em cinco tempos

A vida é apresentada no museu através de três temas centrais: a vida enquanto objeto do conhecimento; saúde como qualidade de vida; e a intervenção do homem sobre a vida. Esses temas são explorados em cinco espaços específicos conhecidos como Centro de Recepção; Espaço Biodescoberta; Ciência em Cena; Parque de Ciência; e Passado e Presente.

A visita começa no Centro de Recepção, que, além de ser o lugar para orientação e informação, funciona como estação do Trenzinho da Ciência, transporte “oficial” do museu.

O destaque do Centro, que lembra as antigas estações
de trem inglesas, é um painel de mosaicos
que retrata as expedições científicas da Fundação
Oswaldo Cruz.

A próxima parada é o Espaço Biodescoberta.
Situado na antiga Cavalariça, o local abriga uma exposição permanente sobre o conhecimento científico a respeito da vida e suas dimensões culturais e históricas.
Painéis, experiências, atividades interativas, observações ao microscópio, jogos, multimídias e vídeos mostram a história e os conceitos básicos da biologia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O parque permite ao visitante experimentar e construir conceitos que o ajudarão a entender como os sistemas vivos funcionam e suas relações com a saúde, a ecologia e a qualidade de vida.

Fim da expedição: chegamos ao Espaço Passado e Presente. Localizado no Pavilhão ou Castelo Mourisco, esse segmento faz uma ponte entre os primórdios
e a atual Fiocruz. É neste espaço que o visitante tem acesso a questões relativas à divulgação científica, ciência e sociedade, higiene e arquitetura. Nele
também é possível acompanhar a evolução e as transformações que ocorreram na área da saúde pública, saber como se deu a Revolta da Vacina e qual papel Oswaldo Cruz desempenhou nela.


Visitação

O Museu da Vida funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30min, e aos sábados e domingos, das 10h às 16h. Durante a semana, as visitas devem ser
agendadas previamente. No caso de escolas, o grupo deve ter, no máximo, 40 pessoas. Cada visita agendada abrange, geralmente, duas atividades e tem
a duração de três horas.

Para os professores, há uma visitação especial: o Centro de Educação promove, às sextas-feiras, pela manhã ou à tarde, o Encontro para preparar professores para a visita ao Museu da
Vida. A atividade também é gratuita e deve ser agendada.

O telefone para agendamentos é (21) 2590-6747.

Há, também, a opção de se inscrever pelo e-mail:
recepcaomv@coc.fiocruz.br, enviando sempre um telefone para contato.

O Museu da Vida fica no campus da Fundação Oswaldo Cruz, na Avenida Brasil, 4.365, Manguinhos – Rio de Janeiro/RJ.