“Nós já visitamos diversos bairros, conhecendo suas histórias, e agora, estamos aqui no museu que é um centro de referência na área de Ciências e Biologia, além de estar vinculado à Fiocruz, que é uma referência do Rio para o mundo”, afirmou a professora na ocasião da visita.
"E, independentemente do projeto pedagógico, aqui os alunos têm um contato mais íntimo com a Ciência.
Na escola, eles não têm a oportunidade de ter essa vivência. Isso pode ajudá-los até a desenvolver uma aptidão”, completou.
A sugestão da visita agradou aos alunos. Érika do Carmo Moraes, 14 anos, aluna do 1.º ano do Ensino Médio, disse que, além de ter achado tudo ali muito diferente e interessante, o passeio lhe deu base para fazer o trabalho de conclusão do projeto.
“Nós temos que preparar um relatório final sobre tudo o que aprendemos
durante o projeto, e essa visita ao museu vai ajudar muito”, ressaltou. Os colegas de turma fizeram coro.
O Museu da Vida, no entanto, também atrai quem está dando os primeiros
passos na escola. Enquanto os adolescentes ampliavam seus conhecimentos de Biologia, no espaço Biodescoberta, crianças do Maternal, Jardim e da Classe de Alfabetização da Escola Pedacinho de Vida, localizada na Usina, escalavam uma célula animal gigante no Parque da Ciência.
O passeio no museu foi sugerido pela mãe de um dos alunos e acabou
servindo de inspiração para novos projetos pedagógicos.
“Nós já abordamos vários temas de Ciências nas aulas, mas a visita nos
estimula a criar projetos envolvendo assuntos específicos, de acordo com a
escolaridade, como o Ciclo da Água, por exemplo. As crianças estão muito
interessadas e, com certeza, já vão chegar à escola com bastante informação”,
adiantou a professora Lúcia Haddad, da Classe de Alfabetização.
O corpo docente da escola, que faz parte do Centro Educacional da Usina,
pretende lançar, em agosto, o primeiro jornal da instituição, e o Museu da Vida já está na pauta.
Nesse espaço, é possível ainda
entrar numa célula vegetal
gigante e explorar as estruturas
que a compõem, observar um
aquário de peixes marinhos,
conhecer insetos pré-históricos,
além de tirar a Carteira de Identidade Biológica.
Através de painéis fotográficos mostrando a diversidade humana e dois espelhos, o participante pode observar suas características físicas e compará-las com as do restante do grupo. Depois,
ele informa, através de multimídia, os seus dados (por exemplo: cor dos olhos,
cabelos etc.). Em seguida, terá a opção de imprimir as informações fornecidas e receber uma Carteira de Identidade Biológica.
De acordo com a coordenação do museu, o objetivo da atividade é identificar algumas características físicas associadas à hereditariedade, estabelecer relações
entre genótipo e fenótipo, além de propiciar um debate sobre a diversidade humana.
A viagem continua no Ciência em Cena, que inclui teatro, vídeos, laboratórios interativos e artes plásticas. A proposta é, por meio da arte, estimular o interesse
científico e chamar a atenção dos visitantes para o fato de que existe muito de ciência e tecnologia na vida cotidiana.
Há, ainda, atividades que ajudam o público a saber mais sobre a doença de Chagas, o funcionamento de determinados sentidos e o processo de transmissão
de informações.
No meio do circuito, ao ar livre, está o Parque da Ciência, cujo tema central é Energia, Comunicação e Organização da Vida. Ali, pode-se escalar uma célula animal gigante ou pedalar bicicletas especiais, que simulam o movimento das ondas de rádio e de televisão no espaço.
Acopladas a cordas elásticas, as bicicletas produzem ondas curtas e longas.
Por exemplo: quando se pedala rápido, se têm várias ondas pequenas (curtas).
Entretanto, pedalando mais devagar, as ondas são maiores (longas).

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A vida em cinco tempos
A vida é apresentada no museu através de três temas centrais: a vida enquanto objeto do conhecimento; saúde como qualidade de vida; e a intervenção do homem sobre a vida. Esses temas são explorados em cinco espaços específicos conhecidos como Centro de Recepção; Espaço Biodescoberta; Ciência em Cena; Parque de Ciência; e Passado e Presente.
A visita começa no Centro de Recepção, que, além de ser o lugar para orientação e informação, funciona como estação do Trenzinho da Ciência, transporte “oficial” do museu.
O destaque do Centro, que lembra as antigas estações
de trem inglesas, é um painel de mosaicos
que retrata as expedições científicas da Fundação
Oswaldo Cruz.
A próxima parada é o Espaço Biodescoberta.
Situado na antiga Cavalariça, o local abriga uma exposição permanente sobre o conhecimento científico a respeito da vida e suas dimensões culturais e históricas.
Painéis, experiências, atividades interativas, observações ao microscópio, jogos, multimídias e vídeos mostram a história e os conceitos básicos da biologia.

O parque permite ao visitante experimentar e construir conceitos que o ajudarão a entender como os sistemas vivos funcionam e suas relações com a
saúde, a ecologia e a qualidade de vida.
Fim da expedição: chegamos ao Espaço Passado e Presente. Localizado no Pavilhão ou Castelo Mourisco, esse segmento faz uma ponte entre os primórdios
e a atual Fiocruz. É neste espaço que o visitante tem acesso a questões relativas à divulgação científica, ciência e sociedade, higiene e arquitetura. Nele
também é possível acompanhar a evolução e as transformações que ocorreram na área da saúde pública, saber como se deu a Revolta da Vacina e qual papel Oswaldo Cruz desempenhou nela.
Visitação
O Museu da Vida funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30min, e aos sábados e domingos, das 10h às 16h. Durante a semana, as visitas devem ser
agendadas previamente. No caso de escolas, o grupo deve ter, no máximo, 40 pessoas. Cada visita agendada abrange, geralmente, duas atividades e tem
a duração de três horas.
Para os professores, há uma visitação especial: o Centro de Educação promove, às sextas-feiras, pela manhã ou à tarde, o Encontro para preparar professores para a visita ao Museu da
Vida. A atividade também é gratuita e deve ser agendada.
O telefone para agendamentos é (21) 2590-6747.
Há, também, a opção de se inscrever pelo e-mail:
recepcaomv@coc.fiocruz.br, enviando sempre um telefone para contato.
O Museu da Vida fica no campus da Fundação Oswaldo Cruz, na Avenida Brasil, 4.365, Manguinhos – Rio de Janeiro/RJ.
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