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Edição 38 - Xeque-Mate O Xadrez nas Escolas
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John
Dewey nasceu em 1859 na cidade de Burlington (Vermont),
nos EUA. Iniciou seus estudos nas escolas públicas
desta cidade, ingressando depois na Universidade Vermont,
onde se diplomou em 1879. Após uma curta experiência
como professor numa escola rural, voltou à universidade
por mais um ano, a fim de continuar os seus estudos
de Filosofia. Na Universidade de Jonhs Hopkins, após
dois anos de intensos estudos, recebe o grau de Ph,
especializando-se em História Política e das Instituições,
sob a orientação de Herbert B. Adams, e em Filosofia,
sob a orientação de George S. Morris e Charles S.
Pierce.
Durante alguns anos, Dewey lecionou na Universidade
de Michigan, até que, em 1894, foi chamado para dirigir
o Departamento de Filosofia de Universidade de Chicago.
Nesse período, ele dá início a uma investigação-experiência
educativa que o tornaria famoso em todo o mundo, até
mesmo após o seu falecimento em 1952. Filósofo pragmatista
mais conhecido como filósofo da educação moderna,
contribuiu intensamente para a divulgação dos princípios
do que se chamou de Escola Nova.
Para que se tenha uma boa compreensão das posições
educativas de Dewey é necessário conhecer algumas
de suas obras filosóficas fundamentais, pois, para
ele, filosofia e educação não podem ser separadas
uma da outra, são indissociáveis. O cruzamento do
filosófico, do educativo e do político é, portanto,
um dos traços mais característicos de sua obra.
Os fundamentos da proposta de Dewey baseiam-se no
conceito de "experiência". Para ele, a escola é o
espaço ideal para que se manifestem as experiências
que as crianças já têm e o ambiente propício para
elas incorporarem novas experiências. Afinal, quando
um aluno chega à escola, ele não chega vazio, mas,
sim, com a experiência de já dispunha anteriormente.
Segundo o filósofo, a escola deveria ensinar o alunos
a viver no mundo em que se encontram, priorizando
seus interesses e partindo sempre de suas necessidades
e experiências. Portanto, o grande mérito do educador
foi ter sido um dos primeiros a chamar a atenção para
a capacidade de pensar dos alunos.
A
filosofia do Dewey sugere uma prática docente baseada
na liberdade do aluno para elaborar suas próprias
certezas, seus próprios conhecimentos e suas próprias
regras. Mas isso não significa diminuir a importância
do educador. A tarefa dos professores seria, então,
não a de permitir que os impulsos naturais das crianças
se expressassem espontaneamente, mas, sim, oferecer
a elas uma orientação que propicie ao aluno o contato
com situações novas, estimulando a reorganização das
experiências e possibilitando à criança dirigir seus
impulsos para um caminho inteligente.
Partindo
dessa premissa, o método de ensino deveria priorizar
a descoberta, a reflexão e a experimentação. E os
docentes deveriam apresentar os conteúdos programáticos
através de questões ou problemas, jamais dando respostas
ou soluções prontas.
Para Dewey, a educação é, portanto, uma necessidade
social. Os seres humanos necessitam ser educados para
que se assegure a continuidade social. Sendo assim,
a educação se constitui num processo natural e social
que permite aos grupos humanos manter e transmitir
suas crenças, idéias e conhecimentos. E a sociedade
ideal que deve servir de base à educação é a sociedade
democrática. Afinal, democracia é o nome do processo
contínuo de libertação da inteligência. Contudo, a
construção da democracia só se dá a partir da educação
e, por conseguinte, é necessário que os sistemas educacionais
sejam também democráticos.
Sendo assim, o educador entendia que a escola democrática
deveria formar pessoas prontas para a ação, capazes
de, por si mesmas, pela pesquisa ou pela atuação,
encontrar os caminhos para o seu lugar na sociedade.
Entretanto, para tornar possível essa preparação para
a vida em uma comunidade democrática, é necessário
esboçar um programa educativo que, segundo Dewey,
baseia-se em dois ideais fundamentais:
a) a escola deve constituir um ambiente particular
no qual possam ser realizadas experiências exemplares
de vida social;
b) a formação democrática requer o confronto
do indivíduo com alguns conteúdos específicos.
Partindo desses pressupostos, a vida social na escola
terá como base o intercâmbio de experiências que se
dará por meio da comunicação entre os indivíduos,
uma vez que a compreensão do mundo advinda da experiência
adquire significado através da linguagem.
A educação intencional ou institucional, na concepção
do educador, deve compreender três etapas:
As
matérias de ensino manifestam-se na familiaridade
e no trato com aquilo que as crianças já trazem consigo.
Essa
base material será ampliada e aprofundada mediante
o saber transmitido.
Integrar
o que se ampliou em um conjunto ordenado de forma
lógica e racional.
"A educação é um processo social, é crescimento. Educação
não é uma preparação para a vida; educação é, em si
mesma, a vida." (John Dewey)
Fontes:
CARBONELL, Jaume. Pedagogias do Século XX. Porto Alegre:
Artmed, 2003.
Site: www.centrorefeducacional.pro.br/dewey.html
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