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Acelerando em Módulos

O material didático utilizado nas classes de aceleração foi confeccionado pelo Centro Tecnológico de Brasília (CETEB), com base no programa de aceleração de Belo Horizonte, considerado pela SME, em comparação com vários outros programas do país, o mais compatível com o “Núcleo Curricular Básico Multieducação” do município do Rio. O material condensa os conteúdos do primeiro segmento (1ª a 4ª série) em sete livros ou módulos, tentando corrigir a defasagem de três anos. “Há quem considere que, em um ano, não é possível cumprir todo o currículo do primário. Mas o programa abrange os conceitos significativos e não quantitativos, como é o caso de excessivos números de exercícios”, esclarece a coordenadora do programa.
O CETEB, como vem prestando assessoria educacional ao projeto, promove a capacitação inicial dos profissionais envolvidos – as equipes do DGED, as CREs e os coordenadores pedagógicos - que passam a exercer suas funções a partir de 1999. Periodicamente, no entanto, as equipes de professores das Divisões de Educação das CRES (DED) recebem do DGED um treinamento mais completo, para que possam dar maior suporte aos professores regentes, identificando e solucionando os
problemas que surjam no dia-a-dia.
A metodologia de trabalho utilizada por estes profissionais está baseada no desenvolvimento da auto-estima e da consciência de si, possibilitando ao aluno crescer como indivíduo inserido em um grupo e ter estimulados o raciocínio, a capacidade de pensar por si, o poder de decisão, o espírito de liderança e a colaboração. “Queremos mostrar aos professores que eles são capazes de ensinar e que os alunos são capazes de aprender”, explica Maria Lúcia. “Nós restabelecemos em nosso professor a confiança de que o trabalho terá êxito”, completa.

 

Neste trabalho, os alunos são avaliados diariamente, segundo os parâmetros estabelecidos pelo DGED. Se eles são capazes de ler, escrever e trabalhar com quantidades e numerais, em operações simples, poderão, certamente, avançar uma ou mais séries, como planeja o Departamento Geral de Educação da Secretaria ao priorizar, no projeto, o sucesso e o progresso dos alunos. “Neste final de ano, já podemos ver um grande número de alunos que passarão para a 5ª série e outros, com um rendimento um pouco menor, que irão para a 3ª ou a 4ª série, mas acreditando sempre no próprio potencial”, diz Maria Lúcia.

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Índices edição 09