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AVANÇO E RETROCESSO
Por Geane Brito, de Nova
York
Depois de tomar contato com
a realidade das escolas brasileiras, fomos procurar um retrato do que
é feito nos Estados Unidos, onde a Educação é prioridade nacional. E,
por incrível que pareça, lá, como aqui, ainda existem problemas com relação
ao aproveitamento dos computadores e da Internet em sala de aula. O sistema
de educação pública de Nova York - o maior do país, com cerca de 1.100
escolas -, por exemplo, é o termômetro pedagógico dos Estados Unidos.
Segundo Elspeth Taylor, diretora da Divisão de Informática da Secretaria
de Educação de Nova York, 75% das escolas primárias e 89% das escolas
secundárias da cidade já estão conectadas à Internet. “Mas é importante
ressaltar que algumas destas conexões envolvem apenas um computador para
a escola inteira”, diz ela. O número de estudantes por escolas é de 1,5
mil, em média.
Para Taylor, o problema não é apenas a falta de computadores para uso
dos estudantes. Falta também a infra-estrutura necessária para a instalação
de novos terminais, profissionais de manutenção para os sistemas, e, mais
importante, faltam professores treinados para adaptar seus currículos
a esta nova ferramenta de aprendizagem. No momento, apenas 15% dos professores
possuem experiências na área de Informática.
As Iniciativas Continuam
Desde abril de 1996, quando as primeiras escolas da cidade participaram
do “NetDay”, evento organizado pela Sun Microsystems anualmente, no qual
as comunidades trabalham durante o dia inteiro para colocarem a escola
da região ligada à Internet, a Secretaria de Educação vem se desdobrando
para conectar suas salas de aula à Internet.
Segundo estudo publicado pelo governo americano, se implementado em sua
totalidade, o milênio digital, defendido pelo vice-presidente dos Estados
Unidos, Al Gore, custará US$11 bilhões em investimentos diretos e mais
US$4 bilhões gastos anualmente em serviços de manutenção para os novos
sistemas.
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Para não perder o bonde tecnológico,
a prefeitura de Nova York criou um grupo de trabalho especialmente dedicado
à supervisão e à implementação de um programa para trazer a Internet para
a sala de aula. Segundo um estudo preliminar do grupo, a cidade de Nova
York - que inclui ainda o Queens, o Brooklyn, o Bronx e Staten Island
- precisaria de 131 mil novos computadores, já que mais de metade das
70 mil máquinas em uso hoje nas escolas da cidade está obsoleta.
O grupo requisitou ainda um orçamento de US$2,1 bilhões para o projeto
de cinco anos, metade desta quantia sendo destinada à renovação da infra-estrutura
elétrica dos prédios. Neste primeiro estágio do projeto, a prefeitura
já desembolsou US$150 milhões. Mais US$100 milhões virão do governo federal
em forma de subsídios e de grupos privados.
Se, nos EUA, interligar o ensino com o futuro ainda é um desafio, o que
imaginar do Brasil, que sabemos bem como funciona. Resta torcer e cobrar
das autoridades nosso passaporte para o século XXI.
Docentes
Demoraram para Acordar
A Rede não Substitui o Professor
Experiência Vanguardista
Interação 24 Horas
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Matéria extraída da Revista Internet.br
ano 3, nº 29, outubro de 1998.
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