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Veja como identificar e solucionar problrmas com sua voz Katia Machado Uma rouquidão no final da aula ou uma leve ardência na garganta podem parecer coisas irrelevantes. No entanto, estes sintomas podem significar disfonia vocal do professor pelo uso indevido da voz. São vários os casos de disfonia - simples ou graves. A princípio, o professor pode tomar alguns cuidados, como evitar de gritar ou deixar de tomar aquela água estupidamente gelada quando acaba a aula. Segundo a fonoaudióloga Rosane Paiva da Silva, a maioria dos professores não tem consciência da importância da voz como instrumento de trabalho. “ Para o exercício perfeito da profissão, é preciso cuidar bem da saúde vocal”, esclarece Rosane. Para tanto, é necessário buscar a orientação e o acompanhamento vocal com profissionais habilitados. Recentemente, Rosane desenvolveu uma pesquisa, apresentada no II Congresso Regional de Fonoaudiologia, no Rio de Janeiro, sobre a consciência de prevenção e preparação dos profissionais da voz. Ela constatou que o professor é o profissional que menos se importa com a voz como instrumento de trabalho. Os problemas mais leves que acometem os professores são a rouquidão, as hiperemias - como é denominada a vermelhidão causada na garganta - os edemas ou inchaços nas pregas vocais, que não causam dor, e as fendas vocais, ou seja, quando as pregas vocais se aproximam, fazendo com que as cordas vocais vibrem menos. Pouco mais graves são a úlcera, o hiato e o nódulo vocal. A úlcera constitui uma espécie de ferida e tem os mesmos sintomas de edema, embora cause dor. O hiato é um cansaço dos músculos das pregas vocais que impede a vibração ideal da voz. Já o nódulo, também chamado de calo, por sua semelhança, é uma formação fibrosa que se instala nas extremidades das pregas. Segundo avaliação médica, os nódulos vocais maiores são retirados somente através de cirurgia.
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Casos como estes afastam, muitas vezes, o professor da sala de aula. É como constata o Projeto de Saúde do Trabalho – Disfonia nos Professores, desenvolvido pelo Departamento de Inspeção e Relação do Trabalho da Divisão de Saúde Ocupacional do município do Rio de Janeiro. Iniciado em julho deste ano, o projeto já cadastrou 114 servidores do município com problemas de disfonia vocal. Todos são encaminhados ao departamento por estarem mantidos em licença médica por disfonia ou readaptados recentemente. Eles recebem orientação de dois fonoaudiólogos no bom uso da voz. “Atualmente, 40 servidores recebem atendimento semanal e 31 servidores, que já recebem orientação médica fora do departamento, recebem atendimento mensal por caráter de controle”, informa a Dr. Sônia de Andrade. Em vez de procurar o especialista... Muitos professores acabam optando por medidas preventivas erradas por não saberem como tratar bem a voz. O uso de pastilhas, conhaque, gengibre e sprays são recursos preventivos normalmente usados. No entanto, eles acabam mascarando o problema, tornando-o, com o tempo, mais grave. “A pastilha, quanto mais refrescante, maior é o seu efeito anestésico. E anestesiar a área doente não é o desejado”, explica Rosane Paiva. Por isso, ela descarta esta medidas e trabalha para auxiliar os professores na prevenção e redução dos problemas na região onde é produzida a voz. Assim, se você sentir alguma alteração na voz, procure o especialista. O otorrin-laringologista poderá diagnosticar quais problemas acometem a região vocal. Já o fonoaudiólogo, aquele que estuda os distúrbios da comunicação humana, poderá te ensinar como usar bem a sua voz e ajudar a diminuir os danos na saúde vocal.
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