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A Integração é Marcante no Brasil Thiago é portador da Síndrome de Down. Ele tem grande comprometi-mento da fala, mas é extremamente dinâmico. Thiago estuda em uma classe especial, pois o sistema escolar ainda não permite integrá-lo em uma sala de aula regular. Já Davi, portador de deficiência mental, cursa a 2ª série do Ensino Fundamental junto com alunos ditos “normais”. A deficiência deste aluno só é notada se o observamos com atenção. Aos 13 anos, vem se desenvolvendo espantosamente na escola, levando em consideração as suas limitações. O mesmo acontece com Gabriele, que sofre de neorofibroma na coluna, patologia que impede o crescimento dos órgãos. Nunca foi constatado retardo mental nesta adolescente de 18 anos. Mas faltou a ela a oportunidade de ingressar, em tenra idade, na escola. Estes alunos freqüentam a Escola Municipal Vítor Meireles, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A vontade de tornar todo o sistema educacional brasileiro inclusivo é grande. No entanto, este é um processo longo e recente, principalmente no Brasil. Assim, o sistema mais praticado ainda é o da integração. O Ministério da Educação e da Cultura (MEC), através da Secretaria de Educação à Distância, vem se movimentando no sentido de integrar um número maior de crianças com necessidades especiais às escolas regulares. Mas, segundo Marilene Ribeiro, secretária de Educação à Distância/MEC, o sistema educacional ainda conta, necessariamente, com a Educação Especial para atender a estas crianças. Afinal, “a Educação Especial é um conjunto de recursos e de estratégias de apoio aos alunos portadores de deficiência”- esclarece.
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No município do Rio de Janeiro, a coordenação da Educação Especial é feita pelo Instituto Helena Antipoff. Alunos que apresentam quadros de deficiência, defasagem escolar, doença ou superdotação são encaminhados para um tipo de escola ou sala de aula que melhor atenda as suas necessidades. Eles são integrados em classes hospitalares – quando têm doenças que não permitem sua locomoção para uma escola regular –, em escolas especiais, em classes especiais, salas regulares, com o auxílio de salas de recursos ou o acompanhamento de professores itinerantes. Segundo Leila Blanco, assistente da diretoria do Instituto e mestre em Educação Especial, o professor itinerante pode ser considerado o modelo mais próximo ao ideal da inclusão, pois ele vem dar suporte didático e pedagógico aos professores e alunos com deficiência incluídos em salas regulares. A Escola Municipal Vítor Meireles é um exemplo de estabelecimento coordenado pelo instituto que abriga classes especiais e professoras itinerantes. Nilza de Aquino é professora da classe especial, do turno da tarde da escola. Ela atende sete crianças portadoras de deficiências, como Síndrome de Down e autismo. Já Marilha Flavone e Isabel Cristina fazem o acompanhamento escolar semanal de alunos portadores de retardo mental, dentro da sala de aula. Apaixonadas pela Educação, elas procuram adaptar o sistema educacional às idéias inclusivas.
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